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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

Um vintém é um vintém, um cretino é um cretino.

A Democracia portuguesa jamais poderá esquecer este dia

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A poucos dias de se celebrar o 48.º aniversário do “25 de Abril de 74”, a Assembleia da República decidiu escancarar as suas portas e estender a passadeira ao senhor Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia. Não sei se poderemos considerar este dia como o mais negro da democracia portuguesa, mas é com toda a certeza um dia que a Democracia jamais poderá esquecer.

A Assembleia da República decidiu – quase unanimemente – acolher e dar palco à propaganda do senhor Zelensky, que mais não irá fazer do que incitar ao ódio, apelar à escalada da guerra, presentear-nos com moralismos de pacotilha e, quem sabe, louvar os feitos heróicos dos seus amigos nazis do Batalhão de Azov, com os quais dorme na mesma cama.

Portanto, hoje, o Parlamento português vai calar-se, prostrar-se, dar a palavra e aplaudir de pé a um chefe de governo que aceita e dá cobertura às forças neonazis que controlam o exército e as demais forças de segurança do seu país. O chefe de um governo que assiste de camarote ao massacre e liquidação de milhares dos seus concidadãos, no leste do país.

Hoje, o chefe de governo de um país onde os dissidentes políticos, os jornalistas que se recusam a propagandear cartilhas encomendadas e os cidadãos que são de outras etnias são perseguidos, presos e assassinados terá via aberta na Casa da Democracia.

O senhor Zelensky proibiu a actividade política a 11 partidos políticos no seu país e ainda mandou prender vários representantes políticos, incluindo o líder do principal partido da oposição.

O senhor Zelensky mandou banir três canais de televisão e vários outros órgãos de comunicação social.

Será que algum dos parlamentares portugueses vai ter a coragem de perguntar ao senhor Zelensky se é normal, no "seu país democrático", proceder-se à perseguição, à detenção e ao abate de pessoas cuja opinião não agrada ao regime.

Será que algum deputado vai inquirir o senhor Zelensky sobre o que aconteceu a Denis Kireev, que fez parte do grupo que efectuou as primeiras negociações com a Rússia, foi detido, torturado, alvejado na cabeça (ao estilo Bucha) e atirado para a rua, onde acabou por falecer esvaído em sangue.

Será que algum corajoso defensor dos valores da Democracia e da Liberdade lhe vai perguntar por Elena Berezhnaya, uma conhecida activista pelos direitos humanos. Elena Berezhnaya fez um incrível trabalho, ao discursar em parlamentos de vários países, acerca do nazismo e suas atrocidades na Ucrânia. Discursou nas Nações Unidas, OSCE e Bundestag. Mesmo tratando-se de uma pessoa com bastante notoriedade no meio político, isso não abrandou os ímpetos persecutórios do governo ucraniano, que a prendeu e a mantém detida.

Também a jornalista Anna German foi detida, juntamente com o seu marido, que nem sequer tem qualquer ligação à política ou ao jornalismo.

Yuri Dudkin, Dmitry Djangirov, Anatoly Shariy e Gonzalo Lira são apenas mais quatro jornalistas detidos pelo regime ucraniano, entre muitos outros que conseguiram escapar a tempo às garras do “democrata e herói” Zelensky.

É um facto que estas notícias não passam nos órgãos de comunicação social – que há muito venderam a alma ao diabo -, mas não há desculpa para que o Parlamento português desconheça tal realidade. Isto para não falar na forma como os civis ucranianos estão a ser feitos reféns e obrigados a servir de escudo humano para protecção do Batalhão de Azov. Veja-se o que está a acontecer agora em Mariupol, que é o principal centro das forças nazistas, as quais têm impedido os civis de deixarem a cidade, obrigando-os a servir de escudo humano e, muito provavelmente, para que possam ser instrumentalizados ou objecto de “limpeza” (termo usado pelo próprio Batalhão de Azov) como aconteceu em Bucha e outras cidades.

O líder do governo que permite tais atrocidades vai ter direito ao uso da palavra na Casa da Democracia. E, como referi, ainda vai ser aplaudido de pé.

Este é um dia que a Democracia portuguesa jamais poderá esquecer e deixar de se envergonhar.