Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

RAPIDINHA

A propaganda intensifica-se. As taxas de juro só baixam - e praticamente nada - porque estamos em cima das eleições europeias. Apenas isso.

A Direita fascizante

Lembram-se daquilo que disseram os políticos e apoiantes da Direita em 2015, quando o PS formou um governo minoritário com o apoio parlamentar de BE, PCP e Os Verdes? Cobras e lagartos, não foi? Disseram tão mal do acordo de governação celebrado entre PS, BE, PCP e Os Verdes que até lhe chamaram - muito depreciativamente - de geringonça.

Agora, os mesmos que estiveram tão contra o célebre acordo de governação, exultam com a formação de uma nova geringonça no Governo Regional dos Açores.

Eu, que sempre achei natural a formação da geringonça a nível nacional, em 2015, não mudei de opinião e não veria nada de errado na replicação desse modelo agora, nos Açores, não fosse esse “pequeníssimo pormenor” de o PSD estar a celebrar um acordo com um partido antidemocrático, racista e xenófobo – o Chega.

Os partidários da Direita consideram que o acordo que o PSD celebra agora com o Chega está em pé de igualdade com o acordo que o PS fez com BE e PCP, mas não está. O BE e o PCP não são partidos antidemocráticos, racistas ou xenófobos, muito pelo contrário. Comparar o BE e o PCP ao Chega é algo que só pode ter lugar em mentes conspurcadas. É que nem sequer existe um único ponto de comparação. E, se dúvidas houver, basta olhar com atenção para aquilo que foi o período de governação 2015-2019.

Os que se rebelaram contra a geringonça de 2015 são os mesmos que agora apresentam uma posição radicalmente diferente. Ora, se em 2015 foram visceralmente contra a formação da geringonça de Esquerda, agora, se tivessem espinha dorsal, teriam de ser os primeiros a opor-se à geringonça açoriana. Desde logo, por uma questão de coerência, segundo, porque o Chega não é um partido como os demais.

Uma referência com assento garantido na nossa tão querida comunicação social, até se deu ao desplante de afirmar que o líder do Chega nos Açores não é um político assim tão disparatado, acrescentando que ele “até já fez parte do PSD”, disse, assim como quem tenta normalizar a coisa. Ora, deixem cá ver se eu me consigo lembrar de que toca saiu o André Ventura…

3 comentários

Comentar post