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Contrário

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A escolha de Stock não foi inocente

Mais um episódio na triste novela BES/Novo Banco. Afinal o competentíssimo, honestíssimo e brilhante economista e gestor que é Vítor Bento não está à altura das exigências. Segundo Paulo Portas, Bento não tem sentido de missão (como ele tem). E todos os que o elogiaram há cerca de mês e meio, afirmando que era o homem certo no lugar certo são os mesmos que agora dizem que não é um homem da banca, não está à altura do desafio, etc. 

 

O mais engraçado é que Passos Coelho diz que o seu governo não deve intervir neste assunto, no entanto, sempre que o Banco de Portugal toma uma decisão, os membros do seu governo e do seu partido vêm logo à praça reivindicar os louros dessas decisões, como se fossem suas. E de facto são. Todos já perceberam que é o governo de Passos Coelho que está a orquestrar aquilo que se tem passado no BES, agora Novo Banco. Só que este governo não tem coragem de assumir o que está a fazer por intermédio do seu braço armado para a área da banca, vulgo Banco de Portugal.

 

E todas estas trapaças têm um único objectivo: desvalorizar o banco, por forma a vendê-lo baratinho a uns amigos que estão ali ao virar da esquina, sedentos por abocanhar a chicha boa do antigo BES.

 

O Bento já está fora do esquema. Ainda que passe por incompetente ou incapaz, a verdade é que desempenhou o seu papel na perfeição. Parece que o critério de valorimetria usado pelo governo de Passos Coelho foi o FIFO (First In-Fisrt Out), portanto, Bento foi o primeiro a entrar e o primeiro a sair.

 

Agora, qual é o próximo em "stock"?

 

Parece que é um tal de Eduardo Stock da Cunha. Este sim! Este percebe da poda! Este vai resolver o assunto em três tempos. Vai uma aposta?

 

Stock vem com o verdadeiro sentido de missão que Paulo Portas tanto aprecia, que é o sentido de cumprir a missão que lhe for ordenada. Neste caso concreto, será vender o Novo Banco no curto-prazo, por um preço de amigo a um cliente previamente escolhido. Será o grupo Santander? Provavelmente. A escolha de Stock não foi inocente.

 

 

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