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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

A cotação do petróleo continua em queda, mas os combustíveis vão aumentar. Porquê? Porque sim. Além disso, o Euro2024 está a começar e andam todos distraídos a bater palmas ao autocarro da selecção... portanto, é uma boa altura para aumentar os preços.

A este tipo de "jornalismo" puxe-se o autoclismo

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Os trabalhadores do grupo Global Media continuam em greve. Em causa parece estar a intenção da administração do grupo em despedir 200 trabalhadores.

No entanto, os trabalhadores grevistas (que dizem ser 100% dos trabalhadores) dizem que está em causa a defesa do jornalismo. Nos seus locais de manifestação vociferam que é preciso defender a liberdade de imprensa e a democracia.

Ó meus amigos, vamos lá falar verdade. Eu sei que é pedir-vos algo a que não estão habituados, mas façam um esforço. Desde quando é que os trabalhadores do grupo Global Media fazem jornalismo? Desde quando é que estiveram preocupados com a liberdade de imprensa e com a democracia?

O “jornalismo” praticado pelos órgãos de comunicação da Global Media é – há muito tempo – um jornalismo prostituído, completamente vendido e feito por encomenda. Até agora, enquanto o pagamento ao final do mês foi entrando, não havia nenhum problema em ser pago por “faces ocultas”. Agora que deixou de cair os patacos na conta bancária, os senhores “jornalistas” já estão muito preocupados com a liberdade de imprensa e a democracia.

O recorte desta notícia do Diário de Notícias é apenas um exemplo do “jornalismo” que se faz há muito tempo no grupo Global Media. Um “jornalismo” que se pauta pelo branqueamento do genocídio perpetrado contra um povo inocente, que não tem como se defender nem quem os queira defender. Um “jornalismo” que passa uma esponja pelos escabrosos crimes contra a humanidade que são cometidos por um governo fascista, pior do que o nazismo. Só para que se tenha noção, o ritmo de assassinatos de crianças em Gaza é muito superior ao ritmo verificado nos campos de concentração nazi.

Nesta merda de notícia (apenas mais uma que surgiu desta fossa jornalística), o DN branqueia deliberada e obedientemente a actuação de Washington no conflito Israel-Palestina (sim, Israel-Palestina e não essa treta de guerra “Israel-Hamas”, encomendada pela dupla Biden-Bibi). O DN mais não faz do que tentar propagandear a ideia de que a administração Biden está a fazer todos os esforços para que o conflito não se alastre a outros países e que os EUA estão muito empenhados em proteger os civis em Gaza, quando são eles os maiores instigadores deste conflito, são aqueles que fornecem armas ao nazionista Netanyahu e os únicos que poderiam terminar com a matança de inocentes com um simples telefonema.

Quanta desfaçatez. Quantas mentiras, quanta propaganda encomendada. Mas como agora deixou de entrar dinheirinho nos bolsos dos lacaios, já vêm com as tretas da “liberdade de imprensa” e da “defesa da democracia”, tudo aquilo que enfiaram na gaveta há muito tempo.

Eu estou a adorar o que está a acontecer com estes “jornalistas”. E só tenho pena que não aconteça o mesmo com todos os outros “jornalistas”, de todos os órgãos de comunicação social. Bem, se calhar não são todos. Serão apenas 99,99%.

Já agora, se os trabalhadores do grupo Global Media estão muito preocupados com a liberdade de imprensa, com o jornalismo (sem aspas) e com a defesa da democracia, porque não aproveitam a oportunidade para deixar de depender de “poderes ocultos” e, eles próprios fundarem uma cooperativa de jornalistas? Assim é que serão verdadeiramente independentes, quer em termos financeiros quer em termos de liberdade jornalística. Isso é que seria abraçar a independência jornalística. Conheço muitos jornalistas (estrangeiros) que já o fizeram. Com toda a tecnologia existente, com o alcance que têm as redes sociais e as plataformas de streaming, não há nenhuma razão que impeça estes “jornalistas” de fazerem o mesmo. E de se darem bem.

A questão é: estarão eles mesmo interessados em fazer jornalismo independente, em ter liberdade de imprensa e em defender a democracia? Ou estarão apenas interessados em que apareça outro pagador de notícias encomendadas, daquelas que basta fazer uma tradução da cartilha às três pancadas e aqui vai disto?