Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

A falta de honra de António Costa

António Costa perdeu por completo o sentido do dever e da dignidade ao aceitar fazer parte da comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica.

António Costa não é capaz de perceber o alcance da responsabilidade do cargo que ocupa, não tendo qualquer problema em chutar para canto todo o dever de reserva que a função de Primeiro-ministro exige.

O cidadão António Costa pode ter a preferência clubística que bem entender, o que não pode é esquecer-se do cargo que ocupa, muito menos fazer de conta que não compreende as incompatibilidades inerentes a essa posição.

Quando questionado sobre a situação, Costa diz que “é assunto que não tem rigorosamente nada a ver com a sua vida política”. Pois está redondamente enganado, já que tem tudo a ver com a sua vida enquanto político. Ou será que António Costa julga que seria convidado a tomar parte da comissão de honra, caso não fosse um político conhecido pelos cargos que ocupa, nomeadamente, líder do PS e do Governo de Portugal? Costa não colhe notoriedade em nenhum outro campo que não seja o espaço político.

Mas, mesmo que António Costa consiga ter a grande lata de disfarçar que não entende a razão pela qual um qualquer Primeiro-ministro não deve fazer parte de uma candidatura à presidência de um qualquer clube de futebol, não há lata (nem mesmo da melhor tinta) que consiga disfarçar a carunchosa falta de dignidade de um Primeiro-ministro que se sente honrado em apoiar a candidatura de um indivíduo que é arguido em vários processos e, principalmente, um dos maiores devedores do Novo Banco, onde cavou um enorme buraco que teve de ser tapado com o dinheiro dos contribuintes, pago por intermédio de um cheque passado pelo próprio António Costa.

Dizem que António Costa é um político inteligente, algo que, por estas e por outras, sou obrigado a discordar. Mas, admitindo estar enganado e Costa ser, de facto, um político muito inteligente, por que razão terá ele achado vantajoso aceitar fazer parte da comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira, sabendo que, em termos de imagem (que para um político é quase tudo) nada tem a ganhar com isso, muito pelo contrário?

Do alto da sua inteligência política, António Costa lá saberá o que tem a ganhar.

1 comentário

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.