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A falta de médicos no SNS tem uma solução simples

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Querem acabar com a falta de médicos no SNS? Fácil. A solução passa por exigir a todos os novos licenciados em medicina e médicos especialistas que permaneçam no SNS, pelo menos, por um período de 20 anos.

Não há aqui truques. O Estado investe muito dinheiro na formação deste tipo de profissionais, que depois de aproveitarem a aprendizagem e a especialização de qualidade concedida pelo Estado abandonam o serviço público e vão tratar da vidinha deles para o sector privado. Se querem ter liberdade para tal, pois que vão tirar o curso e a especialização noutro sítio.

Portanto, a questão é muito simples e passa por exigir a permanência dos médicos formados pelo Estado no Serviço Nacional de Saúde, por um longo período de tempo que satisfaça as necessidades do SNS.

Desta forma, qualquer aluno que esteja a terminar o ensino secundário e deseje inscrever-se numa das faculdades de medicina públicas já saberá ao que vai. Se não concorda ou não sente o apelo do serviço público, que opte por outra área vocacional, ou então que vá tirar o curso de medicina noutro sítio e que liberte a sua “hipotética” vaga numa faculdade pública para alguém mais vocacionado para tão nobre missão. Mesmo que isso implique que as vagas acabem por ser preenchidas por alunos com médias mais baixas. Isso não me choca nada. Ter uma média acima de 19 valores não é garantia de inteligência e competência, muito menos de vocação.

Conheço muitas pessoas que apresentaram médias de 16, 17 e 18 valores e que ficaram de fora dos cursos de medicina. Pessoas extremamente vocacionadas para a missão de serviço público que não couberam no numerus clausus que, por sua vez, foram preenchidos por muitos daqueles que aproveitaram a oportunidade para se formarem e se especializarem nas faculdades e hospitais públicos e que agora dão à sola para um qualquer privado que lhe acene com mais meia dúzia de patacas.

Seria também uma boa forma de garantir que aqueles que se candidatariam aos cursos públicos de medicina não estariam apenas a pensar no dinheiro que vão receber no final do mês. E, convenhamos, os médicos – principalmente os que detêm uma especialização – não são profissionais mal pagos, ainda que essa situação possa vir a ser revista, mas sempre de acordo com as possibilidades do Estado e não por comparação com aquilo que é oferecido por uma qualquer entidade privada.

E, já agora, seria bom fechar de vez a torneira pública que alimenta a actividade privada da saúde. Assim, deixariam de ter condições para oferecer aos médicos aquilo que o sector público não consegue, porque é esta a sórdida verdade - o Estado investe milhões a formar médicos que depois são atraídos pelas condições (€) oferecidas pelo sector privado de saúde que, por sua vez, é fortemente alimentado por dinheiros públicos.

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