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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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A idiotice tem limite?

A idiotice não tem limite quando os idiotas são genuínos. Passos e Portas, líderes da coligação que faz oposição à oposição, são os mais genuínos praticantes da idiotia política em Portugal. 

 

Em 2011 conseguiram enganar a maioria do eleitorado com falsas promessas, mentiras e, essencialmente, com o maior engrimanço político da história da Democracia. Claro que me refiro à estratégia de descredibilização do governo de então, ao não apoio das medidas (PEC IV) que haviam sido fortemente aplaudidas pelas instituições europeias (Comissão, Conselho e BCE), o que fez com que os mercados (ui, os mercados!) que já duvidavam da capacidade de Portugal inverter a situação, deixassem definitivamente cair Portugal nas manápulas da troika. 

 

Quem chamou a troika? Obviamente que, formalmente, foi o governo demissionário de José Sócrates, mas com o forte incitamento e apoio do PSD e CDS. Certamente que todos se lembram de ver Eduardo Catroga (mandatado de Passos e Portas), todo satisfeito (com direito a fotografia e tudo...), pela contribuição que havia dado para a elaboração do memorando da troika. Ah! Não se lembram? Fraca memória...

 

Mas se querem uma atribuição de culpas por grau de importância, então, devemos reconhecer que a principal razão da entrada da troika em Portugal foi a crise financeira que se iniciou em 2008. Negar esta evidência é não perceber um chavo de economia. A segunda razão foi o chumbo do PEC IV na Assembleia da República que, recorde-se uma vez mais, foi fortemente elogiado pelas instituições europeias e teve o aval total do Banco Central Europeu. Quem chumbou o PEC IV não foi Sócrates, foi a oposição, com culpas maiores para PSD e CDS. E só em último caso é que podemos atribuir culpas ao governo de José Sócrates que, apesar de ter apresentado em Bruxelas uma solução para a situação financeira em que Portugal se encontrava em 2011 e que foi aceite, não pode fugir à responsabilidade de tal ter acontecido no seu tempo de governação, que em minoria parlamentar nada mais pôde fazer.

 

Passos e Portas, que muito temem Sócrates, usaram-no desde o início como arma de campanha, e note-se que a campanha de Passos (que se está a lixar para as eleições) e Portas já começou há muito tempo. Sempre disseram que não usariam o nome de Sócrates na campanha eleitoral, e não fizeram outra coisa até ao debate de Passos com Costa onde, depois da "desmestificação" o argumento caiu por terra. A coligação passou então a usar os argumentos "Grécia" e "Syriza", que ainda com Costa, mas especialmente com Catarina Martins também caíram por terra. A coligação passa a ficar sem margem de manobra para manipular a verdade dos factos, deturpando-a sempre a seu favor, e passa a usar o "argumento" que lhes deu a vitória nas eleições em 2011 - a vinda da troika. Eu, sinceramente, esperava mais criatividade após quatro longos e dolorosos anos.

 

Mas também o argumento da vinda da troika acaba de cair, de vez, por terra. Agora, é só ficar à espera para ver qual o próximo argumento de campanha.

 

P.S. Vá lá Sapo Destaques, agora que o blog já aparece na pesquisa é só mais um pulinho e destacá-lo, uma vez que seja. Este ou qualquer outro anti-regime. Ou não dá jeito? Vá lá... não tenham medo. Se o regime vos castigar por isso, eu serei o primeiro a subscrever um abaixo-assinado para que possam reconhecer os vossos direitos e liberdades num tribunal isento.

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