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Contrário

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RAPIDINHA

A cotação do petróleo continua em queda, mas os combustíveis vão aumentar. Porquê? Porque sim. Além disso, o Euro2024 está a começar e andam todos distraídos a bater palmas ao autocarro da selecção... portanto, é uma boa altura para aumentar os preços.

A infinita repugnância da comunicação social

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Na passada Terça-feira, a barragem de Kakhovka foi alvo de um ataque terrorista, que levou à sua destruição e consequente inundação de várias zonas na região de Kherson, bem como à destruição da central hidroeléctrica adjacente. As autoridades ucranianas não perderam tempo em culpar os russos pelo ataque, sendo que do lado russo não há nenhuma dúvida de que o ataque terrorista foi perpetrado pelas forças ucranianas.

A comunicação social ocidental também não perdeu tempo em culpar o lado russo pelo ataque à barragem. Já os responsáveis políticos ocidentais – todos – não têm dúvidas de que se tratou de mais uma monstruosidade levada a cabo pelo exército de Putin e lá tivemos que os ouvir novamente a falar de crimes de guerra, de terrorismo, de mais sanções (aquelas que têm apresentado resultados brilhantes), enfim, o costume.

Neste momento, ainda não foi apresentada nenhuma evidência - por nenhuma das partes – que prove quem tem razão nas acusações, pelo que não se pode aceitar o comportamento dos líderes políticos ocidentais, nem da mancomunada comunicação social.

Contudo, há uma série de evidências e de factos que levam qualquer pessoa minimamente inteligente a antecipar que a Rússia não tem nenhum interesse no rebentamento desta barragem.

A Rússia não retira qualquer benefício com este vil ataque, nem mesmo no campo da guerra de propaganda. Muito menos na guerra da propaganda. Vejamos, os russos tinham o controlo absoluto da barragem. Se tivessem o objectivo de inundar as zonas a montante da mesma, bastaria abrir as comportas da barragem. O efeito seria o mesmo, apenas um pouco mais demorado.

A barragem de Kakhovka fornece água à Crimeia, território russo desde 2014. Por que razão os russos poriam em causa o fornecimento de água à sua população? Quem tem o hábito de violar constantemente os direitos humanos da sua própria população é o regime de Zelensky, que tem usado a sua população como escudo humano, desde o início da invasão.

Mais, a barragem contribui para a criação da reserva de água que é usada para arrefecer os reactores da central nuclear de Zaporíjia, também controlada pelos russos.

E, já agora, para quem já se esqueceu, convinha recordar que os russos também já foram acusados de atacar a Polónia com dois mísseis, quando se provou que foram as forças ucranianas que o fizeram, porque se equivocaram nos pontos cardiais.

Convinha recordar que os russos também foram acusados pelo ataque à Ponte de Kerch (Crimeia), quando ficou bem evidente que foram os ucranianos, apoiados por forças da OTAN.

Os russos também foram acusados de atacar e rebentar os gasodutos Nord Stream – o maior ataque terrorista a uma infra-estrutura europeia e um dos mais graves desastres ecológicos – sendo que agora, até as autoridades norte-americanas dizem que foram os ucranianos. Claro que não foram os ucranianos, eles não têm qualquer capacidade para um ataque dessa natureza. Obviamente, esse crime foi cometido por Washington, com ou sem ajuda de uns tantos capachos europeus.

E, mais recentemente, os russos também foram acusados de tentarem atacar o próprio Kremlin.

Enfim, a mentira grassa por tudo quanto é lado, no mundo democrático ocidental. Eu gostaria de saber quantos otários ainda continuam a acreditar nas mentiras que a comunicação social e os políticos ocidentais lhes impingem. Recordem que foi a mesma comunicação social e, de certa forma, os mesmos políticos (a mesma família) que conseguiu convencer os otários de então, que Saddam Hussein possuía um infindável arsenal de armas de destruição maciça e que ia destruir o mundo ocidental.

Mas ainda podemos juntar mais algumas evidências. Vejamos, este modus operandi não é novo neste conflito. Já em Abril de 2022, os ucranianos inundaram as povoações em Demydiv, numa tentativa desesperada de evitar o avanço das tropas russas. Portanto, isto de atacar as próprias populações para culpar os russos e vencê-los, não no terreno, mas na guerra da propaganda tem sido o prato do dia do regime de Zelensky, que se está a borrifar para o povo ucraniano, estando apenas interessado em alimentar a máquina de guerra e servir os intentos dos senhores em Washington.

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Provavelmente já se esqueceram das afirmações do general ucraniano Andriy Kovalchuk, que se gabava de poder rebentar com a barragem Nova Kakhovka quando muito bem lhe apetecesse. Provavelmente também já se esqueceram que os ucranianos ensaiaram ataques com Himars (armamento dos EUA), chegando mesmo a atingir a parede da barragem com três perfurações numa das comportas, em Setembro do ano passado.

Na altura, foi apenas um teste com danos pouco significativos. Mas agora foi a sério. É a contra-ofensiva do herói Zelensky, que nunca perde uma oportunidade para pôr em marcha a máquina de comunicação e de relações públicas (aquela que o mundo ocidental segue obedientemente), mesmo que para isso tenha que inundar inúmeras zonas residenciais e pôr em risco a vida de milhares de pessoas, milhares de animais, destruir o ecossistema e infra-estruturas essenciais para o bem-estar das populações.

Há poucos dias, Zelensky anunciou, com toda a pompa e circunstância, que estava pronto para a contra-ofensiva, aquela que vinha sendo consecutivamente adiada desde o Verão do ano passado, por falta de capacidade humana e bélica, sobretudo humana. Aí está ela, bem ao estilo nazi e totalmente de acordo com o manual hitleriano.

Pelo meio, ainda temos que levar com fantoches políticos como António Guterres, o secretário-geral da ONU, que disse que independentemente de quem tenha sido responsável pelo ataque à barragem, isso não teria acontecido se a Rússia não tivesse invadido a Ucrânia. É preciso muita lata para proferir tal afirmação. Para António Guterres, neste caso concreto (tal como no caso dos Nord Stream), não interessa saber quem é o perpetrador do acto terrorista e violador dos direitos humanos e ambientais, até porque a culpa, seja de que maneira for, terá sempre que recair sobre os russos. Mas, quem sou eu para pôr em causa as declarações que o senhor secretário-geral da ONU fez, lá do alto do arranha-céus sito em São Petersburgo, perdão, em Nova Iorque. Afinal, ele é que é o especialista em inundações e pântanos.

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