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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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A jogada parlamentar de Rui Rio

Parecem-me óbvios os objectivos de Rui Rio ao propor o fim dos debates quinzenais. Tal como disse José Sócrates (e com razão), Rui Rio não é grande orador. Os debates quinzenais não trazem grande vantagem à imagem de Rui Rio, muito pelo contrário. Rio não aprecia o debate parlamentar e, por razões meramente idiossincráticas, não tem nada a ganhar com a realização dos debates quinzenais.

Por outro lado, os debates quinzenais têm-se mostrado uma óptima montra para André Ventura (Chega) e Cotrim de Figueiredo (IL), principalmente para André Ventura que, com o fim dos debates quinzenais terá muito menor tempo de antena do que tem tido. Há quem considere que esta medida não vai retirar palco a André Ventura, porque vai fazer com que ele se foque nas redes sociais, algo que o poderá favorecer ainda mais porque aí não tem contraditório.

Bem, para começar, não é verdade que aquilo que se planta nas redes sociais não tenha hipótese de ser contrariado. Depois, todos sabemos que o Chega explora, ao máximo, as intervenções de André Ventura no Parlamento, sobretudo nas questões que coloca ao Primeiro-ministro nos debates quinzenais, pelo que não resta qualquer dúvida que as intervenções parlamentares são a rampa de lançamento de Ventura e dos pequenos partidos.

Por conseguinte, o fim dos debates quinzenais constituem o fim de momentos de verdadeiro desconforto para Rio, que não tem veia para o confronto em Plenário e, simultaneamente, retira os holofotes de cima de gente como Ventura e Cotrim de Figueiredo que, como se sabe, são uma ameaça para o PSD, já que têm vindo a preencher espaço à Direita. E, não raras vezes, a serem apelidados como verdadeira oposição.

Assim, apenas com um tiro, Rui Rio mata dois coelhos. Mas continua a ter que se preocupar (e bem) com o outro coelho.

2 comentários

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    Manuel da Rocha

    25.07.20

    É vendedor de banha da cobra a 459989998 euros à grama?
    99% dos perfis que fossem inscrever nessa sua ideia seria a mesma pessoa, tal como aconteceu com os 296 milhões de apoiantes do André Ventura.
    Votar é na urna com a identificação individual. Quem não o faz não passa de um cobardolas que não tem cabeça para definir o que quer.
    Referendos? Desde o de 1978, da constituição Portuguesa, nenhum teve mais de 44% de eleitores. Sem ser às eleições europeias, são, de muito muito longe os gastos sem qualquer uso. Antes que comece a guinchar sobre o do aborto, o referendo foi para a lata do lixo, pois 40,85% dos eleitores votaram, obrigando um grupo parlamentar a apresentar a proposta ao plenário.
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