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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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A picaresca tomada de posse

Cavaco Silva e seu governo minoritário tomaram posse ao início da tarde de hoje. No seu discurso de... tomada de posse como primeiro-ministro, Cavaco Silva aproveitou os holofotes mediáticos para, uma vez mais, regurgitar as habituais idiotices. É impressionante a capacidade que este indivíduo tem para divertir a corte, mesmo nos momentos mais difíceis.

 

Afirmações como: “a solidariedade das instituições que nos emprestaram 78 mil milhões de euros”; Realmente, só mesmo Cavaco para considerar aquele empréstimo como um acto solidário. Só faltou relembrar que “os portugueses andaram a viver acima das possibilidades”, que “são piegas”, etc.

 

Cavaco também disse que “Portugal é hoje um país mais credível”, mas que continua a ser “lixo” para os seus ídolos das agências de rating. Disse ainda que “sem estabilidade política Portugal tornar-se-á ingovernável e ninguém confia nele” e que a “estabilidade não está na maioria parlamentar, mas sim nos sólidos 40% da coligação”.

 

Mas só conseguiu atingir os píncaros da hilaridade quando recuou até 2009, para recordar uma frase sua em que dizia “não ser necessário uma maioria no parlamento para governar”, como se com isso tivesse dado posse a um governo minoritário do PS, sem que tivesse um plano pré-montado para cozinhar Sócrates em lume brando. E como se o governo minoritário do PS tivesse uma maioria contra no Parlamento. Cavaco recuou até 2009, passando como um foguete pelas declarações que fez há não muitas semanas, no decorrer da campanha eleitoral, quando dizia que “era muito importante haver uma maioria parlamentar para que pudesse haver um governo estável”.

 

Cavaco é assim… como dizer… um pantomineiro. E foi assim a tomada de posse de Cavaco e sua lacaiada. Uma bela sessão circense. Uma barrigada de risos. Só não percebo por que razão só a Cristas se vestiu a rigor.