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A vacina da AstraZeneca não tem condições para continuar

Não sei se a culpa é da ciência ou dos governos, aquilo que sei é que a vacina da AstraZeneca perdeu, definitivamente, toda a credibilidade e deixou de haver condições para manter a continuidade da sua aplicação.

Tal como todos se recordam, foi a própria AstraZeneca que inicialmente desaconselhou a administração da sua vacina a pessoas com idade superior a 65 anos. Entretanto, após a aplicação massiva da vacina e do aparecimento de alguns casos muito graves de troboembolias, surgiram as primeiras dúvidas sobre a segurança desta vacina.

Desde então, temos vindo a observar comportamentos e decisões, face à segurança da vacina, que vão desde a quase total confiança ao quase total cepticismo. Recordemos que a vacina até já esteve suspensa na maioria dos países da União Europeia, sendo que em Portugal, as autoridades que num dia afirmavam que a vacina era muitíssimo segura foram as mesmas autoridades que no dia seguinte suspenderam a administração da mesma e que três dias depois voltaram a repor a sua administração.

Neste momento, quer na Europa quer no resto do mundo, assiste-se a uma total falta de descoordenação e falta de noção sobre como actuar – sobretudo politicamente - em relação a esta vacina.

Actualmente, a vacina encontra-se suspensa em vários países, já em Portugal ela continua a ser administrada a pessoas com menos de 80 anos. Na Alemanha foi suspensa a aplicação a pessoas com menos de 60 anos, já na Finlândia só é administrada a maiores de 65 anos. Em França é administrada a maiores de 55 anos, tal como na Bélgica, mas em Itália já só é administrada a maiores de 60 anos e que já tenham recebido a primeira dose, fora isso, está suspensa. No Reino Unido ela mantém-se desaconselhada a menores de 30 anos. Em Espanha, a vacina só é aplicada a maiores de 60 anos e menores de 65 anos. A mesma desordem acontece fora da Europa, onde a vacina também se encontra suspensa em vários países, como o Brasil, o México ou a Austrália.

A falta de evidência científica e a incapacidade política para gerir esta situação fez com que a vacina da AstraZeneca perdesse toda a sua credibilidade, pelo que deixou de haver condições para se manter a administração desta vacina. Tal como à mulher de César não bastava ser honesta, também às vacinas não basta que sejam seguras, elas têm que parecer seguras. Em determinadas matérias, como a saúde, a perda de credibilidade (cientificamente justificada ou não) é algo irrecuperável.

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