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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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A vocação do PSD para ser oposição

É sempre interessante falar deste assunto, especialmente em tempo de campanha eleitoral, altura em que a situação se agudiza.

 

Em política existem os partidos do poder e os partidos da oposição, que podem variar o seu campo de actuação no tempo, dependendo dos resultados eleitorais obtidos. Contudo, em Portugal há um partido que sempre insistiu desviar-se desta regra, há um partido que mesmo quando está no poder actua como se fosse um partido da oposição. É claro que estou a falar do PSD. 

 

De facto, o PSD tem esta linha distintiva, esta deformidade congénita que tão bem o caracteriza. Sempre que estão no poder, os sociais democratas passam o tempo todo a atacar os outros partidos, com especial enfoque no PS, que é o maior partido da oposição e o único que partilha a alternância no poder. 

 

O PSD desfere ataques constantes ao PS, mesmo estando há 3 anos no poder. Ao longo destes últimos 3 anos, todas as declarações dos membros do governo têm sempre uma acusação implícita à actuação do PS. O PSD (na companhia do CDS-PP) nunca têm qualquer responsabilidade para com a situação presente nem nenhuma preocupação com o futuro, as suas inquietações são sempre para com aqueles que os antecederam. Para esta coligação os problemas são sempre do passado, mas de um passado muito selectivo, os períodos 1985-1995 e 2002-2005 nunca fazem parte da sua memória. E agora, com a aproximação das eleições europeias, é vê-los a reunir as tropas (PSD e CDS-PP) e apontar todas as baterias ao alvo preferido, o Partido Socialista.

 

Eu não estou a defender o PS, longe disso. A questão aqui é: Porque razão o PSD nunca assume as suas responsabilidades? Estando há 3 anos no poder e tendo sido a maior força política portuguesa representada no Parlamento Europeu nos últimos 5 anos, seria expectável que agora detivesse um rol de méritos para apresentar, ao invés de recorrerem aos subterfúgios de politiqueiros meia-tijela.

 

Ontem, na apresentação da lista de candidatura conjunta, os discursos de Paulo Rangel e Nuno Melo evidenciaram mais uma vez a verdadeira vocação do PSD e, neste caso, pode-se incluir o CDS-PP. As 3 palavras que mais se ouviram no discurso de Paulo Rangel foram "António José Seguro", já Nuno Melo preferiu proferir a palavra "socialistas" à razão de uma em cada três palavras ditas. É obra!

 

É demasiado evidente a verdadeira vocação do PSD - ser oposição. Com mil raios! As próximas eleições estão aí à porta e outros actos eleitorais seguir-se-ão no curto e médio prazos. Façam-lhes a vontade! Agora e sempre ámen.