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Contrário

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Ágata Cristas

Poderia ser um pseudónimo de uma escritora de histórias de embalar, mas não. Trata-se de um magnífico emparelhamento entre a música pimba e a política bimba. Realmente, ninguém, mas ninguém mesmo seria capaz de formar uma dupla tão perfeita, quer para a música quer para a política. Ora imaginem lá, se a Conceição Assunção Cristas fosse cantora, com quem acham que ela se pareceria? E se a Ágata fosse política? Pois… Uma é a versão da outra numa diferente “profissão”. Mas, ao que parece, ambas pretendem jogar do mesmo lado e em dupla, desta feita, no campo da política. Mas, como é previsível que ambas saiam derrotadas na noite eleitoral de Outubro sugiro, desde já, que não desanimem e tentem vingar, como dupla, noutra área mais adequada, porque esta dupla tem tudo para dar certo. Como a música pimba já não enche carteiras não é alternativa, logo, sugiro que ambas se dediquem a outra coisa, por exemplo, que tenham uma roulotte de farturas e churros e que viajem por este Portugal fora. Ou então, que montem uma barraquinha na feira, ou que invistam num espaço na lota. A dona Cristas até já foi ministra das pescas, não foi? Não estou a brincar. Acho que elas têm o perfil indicado para tudo isto. E é tão bom ver as pessoas certas nos lugares certos.

 

Agora, na política, minhas caras? Não, esqueçam isso. Definitivamente, a política não é o vosso forte. O passado já expôs as mais que evidentes inaptidões da líder do CDS para o métier. E o presente já demonstrou que a Ágata não reúne condições para, sequer ser candidata, em segundo lugar na lista, à Câmara Municipal de Castanheira de Pêra.

 

Perguntaram à Ágata o que fará se for eleita, ao que ela respondeu: “isso depois vê-se, não sei bem do que se trata, não percebo nada de política… quando chegar lá vejo”. Também lhe perguntaram o porquê de ser candidata em Castanheira de Pêra. Porque nasceu lá? Não. Porque vive lá? Não. Porque trabalha lá? Não. Porque um dia foi à Praia das Rocas e achou piada? Sim.

 

A mim também já me tinha passado pela cabeça candidatar-me a Mayor de Nova Iorque, é que estive lá e gostei muito do Central Park. E eu a pensar que era uma ideia estúpida…

 

A Ágata também afirmou que, por ser uma figura pública, pode trazer muitas coisas boas para Castanheira de Pêra isto porque, disse ela, desde que foi morar para Chaves a cidade passou a ser mais falada, mais conhecida. “Essa é que é a verdade”, disse Ágata no apogeu de toda a sua humildade. E não é que é mesmo verdade? Ou por acaso, já alguém tinha ouvido falar em Chaves antes de Ágata (doravante, a.A.)? Alguém fazia ideia que Chaves ficava em Trás-os-Montes a.A.? Alguém sabia que Chaves tinha um Castelo a.A.? Na verdade tem mais que um… Alguém já tinha provado um pastel de Chaves a.A.? Algum de vocês, por acaso, alguma vez tinha passado na Ponte de Trajano a.A.? E o Forte? Conhecem ou já ouviram falar? E aquele clube de futebol que se chama Desportivo qualquer coisa, agora não se me ocorre o nome…Ah, já sei! Desportivo de Chaves. Porra, se não fosse a Ágata nem desta eu me lembrava.

 

Chaves é uma cidade com séculos de história, mas só depois de Ágata é que o país (quiçá o mundo) soube disso. Essa é que é a verdade, não é Ágata?

 

É por isso que eu não tenho dúvidas que Ágata e Cristas fazem uma dupla imbatível. Alguns de vocês podem ainda não estar a ver, mas eu garanto-vos que elas são almas gémeas.

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