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RAPIDINHA

Ah se eu fosse Primeiro-ministro

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“Ah se eu fosse Primeiro-ministro” é a frase que deveria ser proferida por António Costa, no final de cada um dos seus discursos. António Costa veio agora dizer que é preciso “dar oportunidades à classe média” para defender a democracia. Disse-o no encerramento da Cimeira Social do Partido Socialista Europeu (PES). Costa também disse que não se pode “olhar só para os mais frágeis, só para queles que estão numa situação de pobreza”. Não senhor, para Costa o mais importante é “defender as classes médias”. Chega de olhar para os mais frágeis, esses privilegiados que estão sempre a receber indemnizações milionárias da TAP, entre outras conezias.

Notem que António Costa referiu-se às “classes médias” porque, na verdade, são muitas as classes médias. Há a “classe média baixíssima”, a “classe média baixa”, a “classe média quase média” e a “classe média que está quase, quase a conseguir respirar”. Todas estas classes juntas constituem a grande massa popular que decide o resultado das eleições. António Costa – distinto manobrador político – sabe-o muito bem e é só por essa razão que quer fazer crer o povão de que está muito preocupado com as “classes médias”.

Mas, se António Costa está realmente interessado em defender e dar oportunidades às classes médias, por que razão ainda não o fez? Provavelmente está à espera de ser Primeiro-ministro.