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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

“Stalin assinava um acordo secreto com Hitler. Nove dias depois, começava a II Guerra Mundial”. São os FdP (Fanáticos da Propaganda), uma vez mais, prostrados de quatro e levar com os bacamartes de Washington e a latir a sua propaganda. É verdade que Estaline assinou um acordo com Hitler, em Agosto de 1939. Mas em que consistiu esse acordo? E já que falam na II Guerra Mundial, como é que ela acabou? Não me digam que foi com o desembarque na Normandia… Ah! Os heróis da Normandia!

Ai como é bom sancionar a Rússia

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Ai como é bom sancionar a Rússia. Sancionar a Rússia dá saúde e faz crescer. Sancionar a Rússia faz-nos sentir bem, faz-nos crer que somos boas pessoas, com bons princípios. E nós, povos ocidentais, só temos razões para acreditar que somos gente de bem, gente que não suporta injustiças, desigualdades e autoritarismos.

Portanto, vamos todos sancionar a Rússia com muita veemência, porque é tão bom sancionar os maus, porque todos “temos que fazer um esforço para defender os nossos princípios, o nosso modo de vida, a Democracia na Ucrânia, porque os ucranianos estão a lutar por nós, porque se a Ucrânia não resistir, a seguir seremos nós”. A papagaiada do costume.

As sanções são tão boas que têm o condão de adormecer todos quantos estão a ser mais afectados por elas. Estamos provavelmente a assistir ao início de uma grave depressão que se irá abater sobre as economias ocidentais e, no entanto, a manada que deveria estar nas ruas a gritar contra estas estapafúrdias políticas está a aplaudir de pé os perpetradores das mesmas. Povos alegres e satisfeitos com uma crise auto-infligida que pode atingir proporções impensáveis.

Neste momento, a Polónia, país que recebe a maioria do armamento que é cedido à Ucrânia e a maioria dos refugiados é também um dos países que é “forçado” a não comprar mais petróleo aos russos. Entretanto, a taxa de inflação da Polónia só está nos 13,9%. Há 24 anos que a taxa de inflação não era tão elevada neste país. Já na Alemanha, a taxa de inflação atingiu o máximo dos últimos 50 anos. Ou seja, o grande motor da economia europeia já está a dar de si. Imaginem em que estado ficarão economias mais frágeis como a de Portugal.

Portanto, bora lá continuar a sancionar a Rússia, porque a estratégia de Washington está a resultar na perfeição que, como sempre referi, não é a de subjugar apenas a Rússia, mas toda a Europa. Além disso, a Rússia está a adorar as sanções. A Rússia nunca vendeu tanto petróleo e gás como agora, e a um preço bem mais elevado. O rublo – que os especialistas ocidentais diziam que iria sofrer uma hecatombe – tem vindo a valorizar solidamente e até atingiu máximos dos últimos quatro anos face ao dólar. Há pessoas – ditos especialistas – que nem sequer deram conta que a Rússia criou um sistema financeiro próprio que está a resultar na perfeição.

Mas a Europa (sobretudo a União Europeia) continua a sua pérfida campanha de propaganda de que não vai comprar mais petróleo russo. Mas, como referi, trata-se de mera propaganda. Primeiro, os responsáveis políticos fazem questão de não dizer que a sanção incide apenas sobre o petróleo que chega via marítima, já que o que vem através de pipelines continuará a entrar. Segundo, mesmo aquele que vai continuar a chegar por mar, supostamente vindo de outros destinos, cerca de 50% continuará a ser de origem russa, mas como vem misturado com petróleo de outras proveniências, já podem aparecer em público a fazer a figurinha idiota de que que estão a banir a totalidade do petróleo russo. Contudo, todas estas manobras fazem inflacionar os preços, portanto, as sanções europeias à Rússia, que muitos aplaudem e consideram necessárias, mais não fazem do que aumentar o custo de vida dos cidadãos europeus. É apenas isso. E não é coisa pouca.

As sanções à Rússia são como as vacinas contra a Covid-19 – têm uma eficácia muito abaixo do que é anunciado e por um intervalo de tempo muitíssimo curto. Já em relação aos efeitos secundários, bem, esperemos que as vacinas não sejam tão nefastas quanto as sanções.