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RAPIDINHA

A propaganda intensifica-se. As taxas de juro só baixam - e praticamente nada - porque estamos em cima das eleições europeias. Apenas isso.

Ai, quem nos salva da "ameaça da interferência russa"?

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Tal como era previsível – porque todas as modas "amaricanas", mais cedo ou mais tarde, acabam por cá chegar – a “ameaça da interferência russa” nas eleições europeias haveria de se tornar em mais uma cartada do sistema vigente, para expurgar os seus pecados.

Finalmente, chegou o momento em que os políticos-fantoches europeus e sua comunicação social iniciaram mais uma campanha de propaganda, tendo em vista desviar as atenções do povo sobre os verdadeiros problemas que assolam o espaço da União Europeia. Dizem eles que é preciso estar muito atento à ameaça da interferência russa nestas eleições europeias.

De facto, assim de momento, não se vislumbra nenhuma outra ameaça na Europa que não seja a “interferência russa nas eleições europeias”. Como bem sabemos, a Europa é um belo jardim, onde todos prosperam à velocidade da luz, onde todos vivem em paz, harmonia e com uma qualidade de vida muito acima daquilo que qualquer um poderia sequer imaginar ser possível. Ora, perante este cenário, há que estar muito atento à interferência dos filhos da mãe dos russos – esses biltres que nos querem retirar a boa-vida. Só pode ser inveja.

Mas o grande problema é que nós – os europeus - estamos sozinhos nesta batalha contra a interferência dos russos. E bem sabemos que nós não estamos nada habituados a resolver os nossos problemas sozinhos. Para resolver as crises financeiras precisamos dos “amaricanos”, para desenvolver um “projecto de vacina” para combater uma pandemia precisamos dos “amaricanos”, para satisfazer as necessidades energéticas precisamos dos “amaricanos”, para saber como vai o “rating” da dívida precisamos dos "amaricanos", enfim, precisamos e contamos com os “amaricanos” para tudo. Bem, quem andar distraído até pode alegar que quem interfere na Europa, forte e feio, são mesmo os “amaricanos” e não os russos. Mas, na realidade, não se pode considerar interferência, já que esses são convidados especiais, aos quais se estende uma passadeira vermelha para que possam fazer da Europa o quem bem entenderem, com a total e sodómica anuência dos políticos-fantoches europeus.

Infelizmente, não podemos contar com os “amaricanos” para combater a “interferência russa nas eleições”, já que também eles têm muita dificuldade em resolver esse problema no seu país, sobretudo quando ganha o Trump.

Sacanas dos russos. Atrasados em tudo, mas os mais eficientes a interferir nas eleições dos outros países e a fazer crescer a extrema-direita (a assumida, a encapotada e a que nem sequer chega a ser direita, quanto mais extrema).

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