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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Amêndoas e ovos de chocolate sim, missas não, que aleijam!

Corre por aí uma onda de indignação pelo facto de algumas escolas públicas terem realizado uma missa, que serviu para assinalar o final do segundo período e, obviamente, a chegada da Páscoa.

 

As escolas que realizaram as missas pascais fizeram-no no âmbito daquilo que é um mero exercício de liberdade. Toda a comunidade escolar, alunos, professores e encarregados de educação foram convidados a organizar e tomar parte nas referidas missas, sendo que a presença nas mesmas era facultativa. Portanto, só tomou parte quem quis e, como é óbvio, este evento extracurricular não tem qualquer influência na avaliação dos alunos.

 

Mas sempre que há um acontecimento religioso ligado às instituições do Estado, lá aparecem os mesmos ofendidos do costume a protestar, como se uma missa pascal, não imposta e não obrigatória fizesse mal a alguém. Dizem que estas missas vão contra a Constituição e que são inaceitáveis, porque colocam os alunos numa situação pouco recomendável. Mas que situação pouco recomendável é essa? Acharão estes iluminados que os pais obrigam os seus filhos a tomar parte na celebração eucarística? Acharão que a presença na eucaristia pode configurar uma experiência traumática e deformadora da personalidade das crianças e jovens?

 

Então, por que razão os Veras Jardins da nossa praça defendem tanto a participação e filiação de jovens adolescentes nas juventudes partidárias? E, nesse caso, sem necessidade de consentimento dos seus pais ou educadores. Essas missas é que são boas.

 

Ora, qualquer pessoa percebe que estas missas não só não vão contra a Constituição, como são um mero exercício de liberdade dos cidadãos envolvidos na sua dinamização.

 

Por exemplo, uma outra tradição que existe em Portugal é a missa da bênção das pastas, nas universidades portuguesas. Nunca vi nenhum destes passarocos insurgir-se contra estas missas. Dir-me-ão que os alunos das faculdades são maiores de idade e, portanto, podem tomar a sua própria decisão, sem estar sujeitos à decisão dos encarregados de educação. Só que isso levanta outra questão: então, as aulas de religião e moral também são inconstitucionais? É que os alunos também só podem frequentar se os encarregados de educação assim o decidirem. E o baptismo das crianças? Também é inconstitucional?

 

Vamos lá ver uma coisa, aquilo que está em causa é uma coisa que se chama tradição, religiosa é certo, mas o que é que isso tem de errado? O coelhinho da Páscoa também provém da tradição religiosa, as amêndoas também provêm da mesma tradição, os ovinhos de chocolate, etc. Portugal é um país com profundas raízes religiosas, fundadas na tradição cristã. Negar essa realidade é profundamente estúpido. Os mesmos que tanto advogam contra tudo que tem a ver com a religião, são os mesmos que não perdem a oportunidade de aproveitar tudo o que vem da tradição religiosa, mas só aquilo que lhes interessa. O problema dessa gente está nas missas, porque as missas aleijam.

 

Ou será que o senhor Vera Jardim e todos os que fazem eco da sua opinião não costumam gozar o feriado de Sexta-feira Santa? E quem diz o feriado de Sexta-feira Santa diz todos os outros feriados religiosos, bem como todas as tradições pagãs (muito apreciadas) que provêm da tradição religiosa.

 

Hipócritas.