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António Costa perdeu o juízo de vez

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O Primeiro-ministro disse o seguinte:

“Passados estes meses, chegamos a uma fase em que, graças ao sucesso da vacinação, estamos a poucas semanas de poder dar esta pandemia como controlada, porque garantimos que a esmagadora maioria das portuguesas e dos portugueses está imunizada contra o vírus”.

Bem, logo à partida, podemos questionar se a vacinação está a ser mesmo um sucesso. Na minha opinião, não está. Desde logo, porque apesar de Portugal ser um dos países mais à frente na quantidade de pessoas vacinadas, nove meses para vacinar 85% da população contra um vírus pandémico é demasiado tempo. Imagine-se então o nível de insucesso que está a ser o processo de vacinação global, em todo o mundo.

E por falar em mundo, convinha que António Costa se lembrasse que o controlo de uma pandemia não depende daquilo que se passa num só país, ou 10, ou 50. Uma pandemia é um fenómeno com uma distribuição universal (ou próxima disso), para que esteja controlada é necessário que todos os países exibam um muito elevado nível de eficácia no combate à transmissão do vírus, algo que está longe de acontecer mesmo em Portugal, que apresenta uma elevada taxa de vacinação.

O problema é que as vacinas disponíveis não têm um efeito esterilizante, ou seja, não impedem que as pessoas vacinadas não possam ser portadoras, desenvolver a doença e serem transmissoras do vírus, daí que António Costa comete mais uma atrocidade – apenas mais uma, entre as muitas que já cometeu nesta matéria – ao dizer que “garantimos que a esmagadora maioria das portuguesas e dos portugueses está imunizada contra o vírus”. Mentira, senhor Primeiro-ministro. A maioria da população não está imunizada, quando muito, apresenta alguma protecção contra o vírus, algo que é bem diferente.

As vacinas parecem apresentar algum nível de protecção, mas não se sabe exactamente qual o grau dessa protecção. Aquilo que está bem à vista de todos – e cientificamente demonstrado - é que o efeito protector das vacinas foi diminuindo significativamente, à medida que foram surgindo novas variantes. E, também está à vista de todos, que outras novas variantes irão surgir, para as quais as actuais vacinas podem conferir muito pouca protecção. Daí a necessidade de manter a prudência, nos actos e nas palavras, sobretudo nas palavras que provêm da boca das autoridades.

Há uma coisa que parece cada vez mais óbvia, a de que não será certamente com as actuais vacinas que a pandemia será controlada. Pelo que, olhando para a situação actual, em Portugal e no resto do mundo, é absolutamente disparatado falar em controlo da pandemia “dentro de poucas semanas”. Aliás, serão as próximas estações (Outono e, sobretudo, o Inverno) e não as próximas semanas que vão demonstrar o grau de sucesso da vacinação.

Aquilo que provavelmente acontecerá dentro de poucas semanas é termos o Partido Socialista a controlar, uma vez mais, a maioria das autarquias deste país. António Costa anda tão alucinado que deve ter feito confusão nas pandemias.

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