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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Arlindo de Carvalho pensa que pode comprar a liberdade

Arlindo de Carvalho (um antigo Ministro da Saúde de Cavaco Silva) foi condenado a uma pena de prisão efectiva de 6 anos, já em 2018, num processo relativo ao caso BPN. Ainda se lembram do BPN? Aquele banco que pertencia a Oliveira e Costa (antigo Secretário de Estado de Cavaco Silva). Já agora, recordemos também que esse banco era detido pela SLN (Sociedade Lusa de Negócios), cujo administrador era Dias Loureiro (outro ministro de Cavaco Silva). Será só impressão minha, ou há aqui um denominador comum?

Parece que agora, dois anos após a condenação, Arlindo de Carvalho (e o seu sócio, um tal de José Neto) propuseram devolver 22 milhões de euros (apenas 10 em dinheiro) e esperar que o Tribunal da Relação suspenda a pena de 6 anos de choça a que foram condenados.

Segundo foi noticiado, consta que estes dois tipos fizeram um “acordo confidencial” onde se dispõem entregar ao Estado os valores em dívida, em troca da liberdade. Eu não faço ideia com que outra parte é que eles estabeleceram o tal “acordo confidencial”, mas custa-me a acreditar que o mesmo tenha pernas para andar. Porque se for assim, bem, abre-se um novo e esplendoroso caminho para todos aqueles que se dedicam ao grande delito.

Portanto, segundo tem sido veiculado em vários órgãos de comunicação social, estes dois larápios terão surripiado entre 60 e 80 milhões ao BPN. Agora querem devolver os tais 22 milhões à Parvalorem e serem poupados da pena a que foram condenados. O sistema judicial português é tão implacável com este tipo de malandros, que Arlindo de Carvalho pensa que pode comprar (com dinheiro roubado) a liberdade. E, se calhar, até vai conseguir.