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As empresas públicas são de quem as apanhar

"As empresas públicas são de quem as apanhar", poderia ser o slogan de um qualquer cartaz da coligação PSD/CDS. E não seria mentira nenhuma.

 

Já muitos se aperceberam que este governo tem um fetiche especial por privatizações, que o diga Sérgio Monteiro, o recordista nacional de privatizações à boca das urnas. A sua última manobra de destruição da "coisa pública" passa por privatizar a STCP e a Metro do Porto. A primeira tentativa de privatização destas duas entidades, que passou pela abertura de concurso público onde apenas uma empresa apresentou proposta saiu gorada, já que a única empresa interessada desisitiu na hora de garantir os seus direitos. 

 

Ora, como já não há tempo para abrir novo concurso público, o governo decidiu privatizar por ajuste directo com convite a diversas entidades. Hum! Esta coisa dos ajustes directos cheira-me sempre a intrujice. Quando um governante adjudica algo por ajuste directo, ninguém me tira da ideia que é algo do tipo "este negóciozinho era mesmo bom ali para o meu amigo", por mais explicações trapalhonas que tentem dar.

 

Hoje ouvi o secretário de estado dos transportes e mais não sei o quê, dizer que este "ajuste directo" respeita todas as regras de um concurso público internacional, excepto a questão relacionada com o prazo, que em vez de ser 50 dias passa para apenas 12. Que brincalhão este senhor secretário de estado!

 

Tudo isto à revelia da vontade das empresas envolvidas (administração e trabalhadores), dos municípios e das populações. Mas este governo tem um plano em marcha que irá avançar contra tudo e todos, como sempre. E se não os pararem a 4 de Outubro, o regalório vai continuar até que nada reste.

 

E, neste caso concreto, se nenhuma das entidades "convidadas" aceitar o ajuste directo, o governo passará ao "Plano C", que será atirar as concessões ao ar e quem as apanhar é dono (tudo isto feito em ambiente privado e só para convidados de honra).

 

P.S. Escusado será dizer que, caso os privados não tenham os lucros esperados com as concessões, o governo garantirá que será o Estado (o Zé Povinho) a cobrir essa "perda de ganhos".

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