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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

De certeza que são luas? Não serão balões "espiões" da China?

As “fake news” que se encontram na Internet

Nas últimas semanas têm circulado algumas notícias na Internet que dão conta de inúmeros protestos – em vários países – contra a vacinação obrigatória, contra os certificados de vacinação, contra a testagem massiva, contra medidas discriminatórias, etc.

Se eu não fosse uma pessoa muita atenta ao que se passa no país e no mundo (onde é que eu já ouvi isto?) era capaz de dizer que as referidas notícias são mesmo verdadeiras. Aquilo que se pode constatar – através de imagens e vídeos – dá-nos mesmo a sensação de que aquilo que se vê está realmente a acontecer. Parecem pessoas de verdade, parecem cidades de verdade e, no caso do mais recente protesto – o dos camionistas no Canadá – até a neve parece verdadeira.

Mas é óbvio que aquilo é tudo mentira. Puras fake news. Se aquilo tudo fosse verdade teria a devida cobertura dos meios de comunicação social nacionais. Certo? Claro. Tudo o que acontece, tudo que é real passa sempre na televisão e nos demais órgãos de comunicação social. Se não passou na televisão é porque não aconteceu.

No caso do protesto dos camionistas no Canadá, se fosse mesmo verdade, por que razão um protesto tão impactante e pacífico de uma classe de trabalhadores seria completamente ignorado pela classe jornalística e pela mainstream media?

Ainda bem que podemos confiar cegamente na sagrada comunicação social, sempre atenta ao fact checking, sempre isenta e sempre muito empenhada em nos servir aquilo que nos deve ser servido.

Portanto, aquelas imagens que circulam pela Internet só podem ser boas montagens. Coisas que só podem vir daquela malta da extrema-direita e dos grupos anti-vacinas, ou então, são falsidades que os russos andam a espalhar para desinformar as massas. Aqueles protestos jamais podem corresponder à vontade genuína que centenas de milhares de pessoas têm em defender valores como a liberdade de escolha, a liberdade de circulação, a liberdade de informação e até mesmo a liberdade de pensamento, porque toda a gente sabe que essas liberdades são-nos garantidas pelo poder corporativista, que está sempre muito atento e muito abnegado em nos dizer e nos oferecer aquilo que é melhor para nós.