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RAPIDINHA

A cotação do petróleo continua em queda, mas os combustíveis vão aumentar. Porquê? Porque sim. Além disso, o Euro2024 está a começar e andam todos distraídos a bater palmas ao autocarro da selecção... portanto, é uma boa altura para aumentar os preços.

Aumento de enfartes do miocárdio: as razões “óbvias”

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Foi preciso mais de dois anos para que, finalmente, alguém se pronunciasse sobre o exorbitante aumento de vítimas de enfartes do miocárdio em Portugal. Saliente-se que esta situação acontece em muitos países.

O SAPO24 – que tem sempre um “bom especialista” à mão – foi indagar sobre as razões que levaram ao brutal aumento de enfartes do miocárdio registado nos últimos anos. E, como seria de esperar, o SAPO24 conseguiu esclarecer a 100% as razões que conduziram a esse aumento. Segundo o SAPO24 e o seu “especialista” (o Presidente da Fundação de Cardiologia) a explicação é muito simples – aquilo que levou ao gritante aumento foi “o confinamento devido à pandemia Covid-19”, principalmente o confinamento. Mas o “especialista” também apontou o “estilo de vida”, o “medo”, o “acesso aos serviços de saúde” e a própria “Covid-19”.

Vejamos, a notícia do SAPO24 refere que – segundo os dados do INEM – em 2022 registou-se um aumento superior a 70% no número de casos face a 2021 e um aumento de 100% face ao período 2018-2020.

Observando com atenção estes dados e as explicações fornecidas pelo Presidente da Fundação de Cardiologia, rapidamente se conclui que o SAPO24 esqueceu-se de confrontar o “especialista” com o facto de no ano de 2020 também ter ocorrido “confinamento”, alterações no “estilo de vida”, “medo”, dificuldade de “acesso aos serviços de saúde” e, claro está, a “Covid-19”. E, segundo o INEM, não se registou qualquer aumento significativo no número de casos de enfartes do miocárdio, nesse período.

Ora, se em 2020 - com a existência das mesmas razões apontadas pelo “especialista” - não se registaram alterações significativas, e em 2021 e 2022 regista-se um aumento brutal no número de casos, não seria razão para que, no mínimo, se perguntasse o que raio terá acontecido de diferente em 2021 e 2022, que não aconteceu em 2020?

Saber o que de diferente aconteceu em 2021 e 2022 é que é a pergunta que vale um milhão de dólares. No caso da Pfizer, valeu mais de 180 mil milhões de dólares.

Mas que raio terá acontecido de diferente em 2021 e 2022? Não me consigo lembrar de nada… 

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