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RAPIDINHA

Um vintém é um vintém, um cretino é um cretino.

Azovstal: um paradigma da guerra na Ucrânia

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As circunstâncias actuais do conflito na cidade de Mariupol, sobretudo o cerco ao complexo empresarial da fábrica Azovstal é o melhor exemplo da situação daquilo que se está a passar na Ucrânia.

A Rússia já efectuou o segundo ultimato, tendo em vista a rendição do Batalhão de Azov. A comunicação social ocidental prefere chamar-lhes – aos neonazistas do Batalhão de Azov - de “resistência dos combatentes ucranianos”. O romance entre a comunicação social ocidental e o Batalhão de Azov é tão fantasioso, que mais parece um conto de fadas.

Vejamos, apesar da diabolização que a comunicação social faz de Vladimir Putin – coisa que nunca fez nem faz em relação aos líderes ocidentais, nomeadamente aos dos EUA -, a verdade é que a Rússia tem procurado criar corredores humanitários, no sentido de evacuar os civis e deixar as zonas de combate apenas para as milícias e o exército.

Outra verdade evidente reside no facto de essas milícias – mais concretamente os neonazistas do Batalhão de Azov – fazerem tudo para manter os civis nas cidades, numa sórdida tentativa de dissuadir o avanço do exército russo. E é por isso que os corredores humanitários raramente são bem-sucedidos, porque o Batalhão de Azov não permite que as manobras de evacuação aconteçam – o que eles realmente desejam é usar a população civil como escudos humanos. E todos quantos arriscam furar os pontos de controlo do Batalhão de Azov passam automaticamente à condição se "assistentes dos russos". E já se pode antever o que lhes sucede.

E é exactamente isso que está a acontecer no complexo industrial de Azovstal. Os neonazistas do Batalhão de Azov estão – uma vez mais – a usar a população como escudos humanos. Os valentões do Batalhão de Azov, cujo passatempo preferido é chacinar russos e pró-russos, agora parecem não estar muito interessados em enfrentar o exército russo. Preferem esconder-se atrás da população, onde se incluem muitas crianças.

E em cima desta realidade, a comunicação social ocidental farta-se de propagandear uma imagem romântica de “resistência popular”, como se os civis ucranianos estivessem ali para lutar de livre vontade. Como se eles não saíssem dali a correr sem olhar para trás, se uma e uma só oportunidade lhes fosse concedida.