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RAPIDINHA

Bacoquices e dissimulação para iludir a malta

Eles até combinaram a cor da gravata...

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O Primeiro-ministro tem vindo a enfatizar a necessidade de Portugal cumprir o objectivo da transição energética, o mais rápido possível. António Costa entende que Portugal tem que abraçar definitivamente as energias “renováveis” e abdicar totalmente dos combustíveis fósseis.

Ontem, na inauguração de mais uma estação hidroeléctrica, António Costa disse que “não temos mesmo tempo a perder no combate contras as alterações climáticas… e, sobretudo, no investimento crescente nas energias renováveis”.

E acrescentou que Portugal “está em particulares condições, infelizmente, de perceber a urgência e a emergência climática e de todas as formas como se traduzem as alterações climáticas e, infelizmente, todas impactam” sobre o país.

O Primeiro-ministro disse ainda que “nós somos dos territórios que mais tem sofrido com a erosão costeira, nós somos dos países que mais têm sofrido com o aumento da seca e nós sabemos que somos um dos países onde o risco de incêndio florestal mais aumenta”.

Mas será que esta obsessão em reduzir as emissões de dióxido de carbono fazem mesmo sentido para um país como Portugal? Vejamos, em termos globais, a quantidade de gases com efeito de estufa (sobretudo, o dióxido de carbono) que Portugal emite para a atmosfera é absolutamente residual. É uma quantidade tão mínima, mesmo tão mínima, que bastaria que a China, os EUA ou a Índia reduzissem apenas um pelinho das suas emissões para que Portugal não tivesse que efectuar mais reduções.

Será que António Costa considera que o efeito que as alterações climáticas têm e terão no nosso país tem a ver apenas com a quantidade de GEE que Portugal emite? Deve estar mesmo convencido disso.

Portugal até podia reduzir já para zero o valor das suas emissões de gases - se isso fosse possível – que nada, mesmo absolutamente nada mudaria no estado actual das alterações climáticas. A problemática da emissão de GEE e o seu impacto nas alterações climáticas é algo que só pode e deve ser considerado numa perspectiva global. E nessa perspectiva, as emissões de Portugal são inócuas.

Mas António Costa veio pregar a ladainha falaciosa de que Portugal é um excelente exemplo nesta matéria. Ainda há bem pouco tempo mandou fechar a última central a carvão, para depois comprar a energia em falta ao exterior, produzida em centrais a carvão. Ah! Claro. Já me esquecia. Se for em centrais a carvão de outros países já não é um problema para Portugal.

Ontem, António Costa veio mais uma vez vender quimeras aos portugueses, enquanto celebrava mais uma negociata com uma empresa privada de energia, que nem sequer é portuguesa, o que para o caso não faz muita diferença. A verdade é que todo aquele avultado investimento vai sair dos bolsos dos contribuintes portugueses que, com mais ou menos emissões de dióxido de carbono - que como referi são um grão de areia no deserto - vão continuar a pagar bem caro (cada vez mais) o preço da energia.

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