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Contrário

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Bora vacinar contra a “vacina”

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Lembram-se quando o vice-almirante disse – sobre a vacinação - que “Vamos todos sê-lo [vacinados] à força. Uns vão ter a vacina artificial, dada aqui e controlada, outros a vacina natural, lá fora…”? Pois é, para não variar, o vice-almirante atirou ao lado, apesar de ter sido ovacionado como se tivesse marcado o golo do século.

A verdade é que praticamente toda a gente, e sobretudo a esmagadora maioria da população – vacinada pela vacina - foi, também, “vacinada” pelo vírus, principalmente depois do surgimento da variante Ómicron. É a realidade. Mas para aqueles que têm o hábito de se alhear da realidade existem vários estudos que o comprovam, sendo que pelo menos um deles é português e é bastante fresquinho. Acabadinho de ser publicado.

O estudo diz-nos que quem contraiu as sub-variantes BA.1 ou BA.2 da variante Ómicron tem um nível de protecção de 76,8% contra a sub-variante dominante (BA.5). Eu salientaria que o nível de protecção pode ser ainda superior, já que muitas das pessoas que contraíram o vírus não puderam ser consideradas e contabilizadas neste estudo, porque não fizeram teste e/ou não comunicaram às autoridades da saúde. Portanto, estamos a falar de imunidade natural, ou melhor, de um elevado valor de imunidade natural, aquela que muitos "especialistas" negaram reiteradamente ao longo de toda a pandemia.

Mas pior do que termos “especialistas” a negar evidências científicas é vermos, agora, esses mesmos “especialistas” a apelar veementemente à participação da população em mais uma rodada de vacinação, salientando que a nova “dose” contém uma protecção adaptada à variante Ómicron, aquela que quase todos já contraíram e para a qual apresentam um nível de imunidade natural bastante bom.

Recuperando a célebre afirmação do vice-almirante, suponho que todos aqueles que a saborearam estarão agora a pensar que, já a partir de hoje, Portugal vai dar início ao processo de vacinação contra a “vacina”.