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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

“Stalin assinava um acordo secreto com Hitler. Nove dias depois, começava a II Guerra Mundial”. São os FdP (Fanáticos da Propaganda), uma vez mais, prostrados de quatro e levar com os bacamartes de Washington e a latir a sua propaganda. É verdade que Estaline assinou um acordo com Hitler, em Agosto de 1939. Mas em que consistiu esse acordo? E já que falam na II Guerra Mundial, como é que ela acabou? Não me digam que foi com o desembarque na Normandia… Ah! Os heróis da Normandia!

Caiu-lhes a máscara, mas o que é que isso interessa?

Está agora bem claro e à vista de todos que Israel é um Estado terrorista e apartheid. Deixou de ser possível – a qualquer pessoa – fazer de conta que não sabe o que se passa na Palestina há largas décadas e que agora se intensificou. Israel tem em marcha um plano de eliminação total e definitiva da população palestiniana da Faixa de Gaza. Até ao momento já conseguiu remover cerca de um milhão de pessoas (quase metade da população em Gaza) da sua área de residência, com a desculpa esfarrapada de que pretende destruir o Hamas. A verdade é que Israel não só não está interessado em eliminar o Hamas (que sempre apoiaram), não está interessado sequer em libertar os reféns (como se isso fosse possível), está somente interessado em proceder a uma limpeza étnica em Gaza e a apropriar-se de mais uma porção de território que não lhes pertence. 

Israel continua a sua sórdida campanha de extermínio de um povo indefeso, sustentando a sua actuação nas mais patéticas mentiras (como sempre fez, com o alto patrocínio da escola de Washington). Mentiras que os “líderes” europeus abraçam com a maior desfaçatez.

Israel cortou a água, os alimentos, a energia e os medicamentos a 2,3 milhões de pessoas em Gaza; o que disseram os “líderes” políticos europeus?

Em pouco mais de um mês, Israel liquidou mais de 5 mil crianças; o que disseram os “líderes” europeus? Nenhum se atreveu a dizer o óbvio e necessário, ou seja, dizer que é urgente parar com a carnificina em Gaza.

Quando a energia deixou de chegar a vários hospitais e muitas incubadoras tiveram que deixar de funcionar, levando à morte de centenas de recém-nascidos, o que disseram os “líderes” europeus?

A fasquia do número de pessoas assassinadas em Gaza não pára de aumentar, tendo já ultrapassado as 12 mil, e o que continuam a dizer os “líderes” europeus?

Um povo indefeso está há mais de um mês a ser constantemente bombardeado por uma potência militar. Quantos “líderes” europeus pediram para que isso parasse imediatamente? Quantos pediram a implementação de sanções a Israel? Quantos sugeriram a ajuda militar a Gaza?

O genocídio continua e a União Europeia ainda não se dignou a apresentar um único pedido de cessar-fogo. Pior que isso, ainda se atrevem a continuar a dizer que “Israel tem o direito de se defender”, tal como faz constantemente a corrupta e desprezível Ursula von der Leyen. Já o imbecil Josep Borrell foi a Israel lamber as botas de Netanyahu e segredar-lhe ao ouvido algo do género: “eh pá, veja lá se consegue fazer um intervalinho na matança, só para ver se a gente consegue amansar a opinião pública. Depois pode voltar a chacinar esses animais”.

Nunca se assistiu a uma matança, a um genocídio como o que está a acontecer em Gaza. E, no entanto, os “líderes” europeus, que estão sempre a encher a boca com a defesa da paz, da segurança, da dignidade humana, da liberdade, da democracia, da igualdade e dos direitos humanos, estão agora caladinhos perante todas estas atrocidades. É que nem sequer se atrevem a exigir um cessar-fogo imediato, o mínimo que alguém com o mínimo de decência deveria fazer.

Portanto, está bem claro aos olhos de todos o quão hipócritas, sem qualquer resquício de dignidade e, até mesmo, o quão corruptos e criminosos são os “líderes” europeus. Está agora claro para todos o quão vassalos são do poder em Washington. Um conjunto de fantoches sem nenhuma verticalidade, que continuadamente conspurcam as instituições europeias e subjugam os seus povos aos interesses instalados em Washington.

Importa ainda referir que, tal como tem sido hábito há já muito tempo, a comunicação social emparelha em perfeita sintonia com toda esta imundice política. E não se limita a fazer parelha, a comunicação social é o maior vector de propaganda inquinada, encomendada pelo poder instituído que mantém toda esta farsa, todo este circo de corrupção moral, política, económica, corrupção a todos os níveis.

Para terminar, convém atentar muito bem na postura que o Primeiro-ministro e o Presidente da República têm tido sobre este assunto. Trata-se de uma postura em linha com a dos demais políticos europeus, que mais não é do que desempenhar com maestria o papel atribuído pelos seus mestres em Washington.

Todos serão muito bem recompensados pelo esforço. E o povo, pá? O povo continuará a ser enxovalhado e muito bem esmifrado pela classe política que o representa.

Vêm aí novas eleições. As Legislativas e as Europeias. Votem nos mesmos. Votem sobretudo no PS e no PSD, porque eles são os moderados e o garante da Democracia que, como se vê, goza de muito boa saúde.

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