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Cavaco foi ouvir as cagarras

Cavaco Silva tem este vício estranho de dar à sola quando a bota lhe aperta. São muito os exemplos das escapadinhas de Cavaco, quando o país tem decisões importantes a tomar e que, lamentavelmente, passam por ele.

 

Por exemplo, em Julho de 2013, aquando da crise política incitada pelo irrevogável Paulo Portas, Cavaco chamou os líderes dos partidos da coligação (Passo e Portas) e do PS (António José Seguro) a Belém para que estes chegassem a um entendimento “histórico e raro na política portuguesa” (palavras dele). Como certamente todos se lembram, esse “raro entendimento” nunca existiu e lá se foi o momento histórico da política portuguesa. Ironicamente, esse momento chegou agora, mais de 2 anos depois, e não foi pela iniciativa de Cavaco. O que decidiu fazer Cavaco nessa altura crítica da vida política portuguesa? Viajar. Foi para as Ilhas Selvagens espairecer e conversar com umas cagarras.

 

Outro exemplo? Vamos a isso. No final de Outubro, quase um mês depois das eleições legislativas, Cavaco Silva decidiu ir espairecer as ideias até Roma, adiando a tomada de posse do governo de Passos e Portas que ele havia indigitado. Se calhar não foi espairecer, foi antes pedir perdão… Ou pedir milagres…

 

Agora, o país continua desesperadamente (ou não) à espera de uma decisão de Cavaco e o que é que ele decide fazer? Acertou. Mais uma viagem para espairecer. Desta vez o destino é a Madeira, mas ninguém me tira da ideia que, desde 2013, as cagarras passaram a ser as principais conselheiras de Cavaco, pelo que tenho a certeza que, a partir do Funchal, dará um saltinho até às Selvagens para escutar com atenção as suas fiéis e sábias conselheiras.

 

Agora o que mais me intriga é saber para onde viajará Cavaco, assim que tenha de desocupar o Palácio de Belém. Se por essa altura o caso BPN ainda não tiver sido arquivado, e se a Justiça já não estiver sob o alerta laranja, suponho que Cavaco viajará até ao Suriname, a Indonésia ou uma qualquer ilha perdida no Índico ou no Pacífico. 

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