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RAPIDINHA

Certificados de Aforro da série F (de Falcatrua)

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O aumento da inflação (também ele, uma valente falcatrua) fez com que a taxa de juro sofresse um aumento colossal, por ordem do BCE (Banco Central Europeu) que, por sua vez está às ordens da organização FED (Sistema de Reserva Federal dos EUA). Mas, o aumento da taxa de juro na banca verificou-se apenas nas taxas que incidem sobre os empréstimos e não sobre os depósitos, algo que fez com que os bancos vissem os seus lucros aumentarem abruptamente, com as margens financeiras a atingir os 70%. Em Portugal, os principais bancos já não lucravam tanto há algum tempo. É especialmente para isto que esta inflação ficcionada serve.

Ora, como a remuneração dos depósitos bancários praticamente não existe – porque os bancos estão lá para cobrar taxas quando emprestam dinheiro e não para pagar taxas a quem lhes empresta – muitos decidiram optar pelos Certificados de Aforro que, até agora remuneravam os aforradores com uma taxa de 3,5% (a 10 anos). Mas, o Governo decidiu acabar com essa série de Certificados de Aforro (série E) e avançar com uma nova série, a F (de Falcatrua) com uma taxa significativamente mais baixa (2,5% a 15 anos). Os bancos estavam a lucrar tão "poucochinho" (cerca de 11 milhões de euros por dia), que o governo do Costa decidiu dar-lhes mais uma mãozinha. O Governo, assim, acaba também com a melhor medida de combate à inflação, que é a de criar incentivos à poupança. Mais uma tremenda sem-vergonhice do actual Governo.

Só entre Janeiro e Abril deste ano, os portugueses investiram 11 mil milhões de euros em Certificados de Aforro. A banca – sempre insaciável – não gostou nada de ver este montante fugir-lhe das manápulas e tratou logo de ordenar ao Governo para que baixasse o valor da remuneração dos Certificados de Aforro. E o Governo assentiu, como sempre, com muita celeridade aos intentos dos senhores da banca. O Governo já veio dizer que não houve pressão da banca. Claro que não houve pressão da banca. Em Portugal, os diferentes governantes, ou seja, o Bloco Central (PS e PSD) correspondem sempre com muita convicção e apreço (ou será a preço?) aos ditames dos senhores da banca. Qual pressão, qual quê? Esta gentalha foi, é e será sempre muito bem recompensada por aqueles que lhes ditam as leis e que verdadeiramente mandam neste país. Portanto, não se trata de "pressão da banca" ao governo, trata-se de uma despudorada, desavergonhada e aduladora subserviência dos governantes aos senhores da banca.

Cabe ao português comum sustentar toda esta quadrilha e, também sem qualquer pressão, continuar a votar neles, no Bloco Central (PS e PSD).

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