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Contrário

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Charlie Watts: um roqueiro cheio de classe

A primeira recordação que tenho de Charlie Watts é a de o ver a tocar bateria, trazendo vestido aquele seu fatinho clássico e simples. Lembro-me de pensar: “Uau, que pinta que tem aquele senhor que está ali na bateria”. Não sei, fazia-me lembrar de pessoas antigas, pessoas autênticas, daquelas que quase já não existem.

Fazer parte de uma banda como os Rolling Stones é algo que obriga qualquer um a ter de vestir a fatiota de superestrela do rock. Contudo, Charlie Watts nunca fez questão disso, muito pelo contrário. Preferiu manter-se sossegado – parece algo impossível para um baterista de uma banda de rock, mas não para Watts -, atrás da sua pequena bateria, sempre no tempo certo, sempre a marcar o ritmo e sempre a dar pulsação e longevidade a uma das maiores bandas de sempre.

Os holofotes da fama nunca se viraram muito para Watts, pois estiveram sempre centrados em Jagger, Richards e suas tricas. Watts não poderia ter desejado mais e melhor para a sua longa e fantástica carreira. Um genuíno poço de humildade, um cavalheiro sem esforço, o melhor baterista que os Rolling Stones poderiam ter tido.

Os Rolling Stones acabam de perder o seu músculo cardíaco, mas o coração do rock, esse vai continuar a bater, muito à custa das compassadas memórias deixadas por Charlie Watts.