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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Com um balázio até dá gosto falecer

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Volta a estar na ordem do dia o uso de armas químicas na Síria. Os EUA, o Reino Unido e a França dizem que o uso de armas químicas não pode ficar sem resposta. E até já ripostaram, no passado fim-de-semana. Há cerca de um ano, este tema também estava na ordem do dia, sendo que na altura os EUA eram os que mais se mostravam contra o uso das mesmas. Também nessa altura escrevi aqui sobre o assunto.

 

Portanto, voltamos à velha questão: Como é que prefere falecer? Trump, May e Macron não aceitam que se morra devido ao uso de armas químicas. É inaceitável. No entanto, se for com outro tipo de armas, parece já não haver grande problema.

 

Nos EUA, os governantes até promovem a corrida ao armamento e incentivam o seu uso. Mas não podem ser armas químicas, só armas de fogo, daquelas que aleijam pouco.

 

Portanto, enquanto houver mortes provocadas pelo uso de metralhadoras, mísseis, granadas, bombas e outros tipos de armas que não sejam químicas, seja na Síria ou qualquer outro país, está tudo bem para Trump, May e Macron. Eles até têm bons catálogos, bons preços e boas condições de entrega para esse tipo de material. Agora, armas químicas? Não, isso não.

 

Têm morrido milhares de pessoas na Síria. Mas sem qualquer tipo de sofrimento. Os balázios que os abatem diariamente não infligem qualquer tipo de dor física e até provocam algumas agradáveis cócegas. Tem sido um prazer falecer na Síria. Agora com as alegadas armas químicas é que se tornou insuportável.

 

Para tornar este assunto ainda mais intolerável, resta saber se as armas químicas que os EUA, o Reino Unido e a França dizem que estão a ser usadas na Síria são o equivalente às armas de destruição maciça que Bush e Blair encontraram no Iraque.