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RAPIDINHA

VIVA A DEMOCRACIA!

Condena ou não condena?

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Desde o passado dia 7 de Outubro que quase todos os políticos e toda a comunicação social se desfazem a enfatizar os ataques do Hamas, na sórdida tentativa de fazer a opinião pública acreditar que aquele foi o pior ataque terrorista alguma vez cometido e que foi o momento que despoletou a guerra de Israel contra a Palestina.

Como todos já devem ter notado, sempre que alguém se atreve a tentar defender o povo palestiniano e os seus direitos no espaço mediático – ainda vão aparecendo alguns que o fazem – é imediatamente bombardeado (ao estilo facínora israelita) com a pergunta: “Mas condena ou não condena os ataques do dia 7 de Outubro?”, para logo de seguida metralhar com a questão: “Condena ou não condena o Hamas?”. Tudo isto com o único objectivo de centrar o problema na existência do Hamas, para fazer crer que eles é que são os terroristas e que o governo de Israel não o é e que ainda tem o direito de fazer tudo o que bem lhe apetecer para combatê-los. Até mesmo trucidar toda a população palestiniana inocente e, pasmem-se ou não, até mesmo os reféns israelitas. E, saliente-se que, até ao momento, em apenas duas semanas, Israel já assassinou muitos mais palestinianos inocentes do que os israelitas inocentes que foram mortos pelo Hamas no passado dia 7. Isto apenas em duas semanas e com o alto patrocínio dos políticos e da comunicação social ocidentais.

Estes crápulas, querem também apagar da memória colectiva, todos os horrendos ataques que o governo israelita tem perpetrado contra o povo palestiniano, há longas e desesperantes décadas. Como disse António Guterres, e muito bem, os ataques do Hamas no passado dia 7 de Outubro não surgiram do nada.

Curiosamente, esses invertebrados (hoje eu estou “só elogios”) da comunicação social, que se dizem jornalistas, nunca fazem as perguntas que deveriam estar a ser colocadas à classe política, sobretudo àquela que exerce cargos de poder, mas também a todos os comentadores merdalhas que ocupam o espaço de comentário na comunicação social.

E as perguntas são as que se seguem, que eu endereço a todos eles e que muito gostaria de ver respondidas, para que todas as pessoas possam avaliar quão humanistas, democratas e defensores da paz eles são.

Então…

Condena ou não condena a carnificina de inocentes que Israel tem vindo a realizar em Gaza?

Condena ou não condena o cerco de Israel a Gaza, que dura há décadas?

Condena ou não condena a existência de colonatos na Cisjordânia e a usurpação das terras e das casas do povo palestiniano?

Condena ou não condena as décadas de ocupação israelita na Palestina?

Condena ou não condena o genocídio perpetrado contra o povo palestiniano?

Condena ou não condena o regime de apartheid implementado pelo governo de Israel?

Condena ou não condena a ausência de sanções por parte da União Europeia a Israel?

Condena ou não condena o impedimento exercido por parte do governo de Israel à ajuda humanitária a Gaza?

Condena ou não condena o terror e a perseguição que Israel impõe – há décadas - a cada vida palestiniana?

Condena ou não condena os reiterados ataques do governo de Israel a hospitais, escolas, milhares de habitações e outras infra-estruturas essenciais na Palestina?

Condena ou não condena os ataques do governo de Israel a edifícios da ONU e a morte de dezenas dos seus funcionários?

Condena ou não condena o ataque a inúmeras organizações não-governamentais que prestam assistência ao povo palestiniano?

Condena ou não condena o veto – da comunidade internacional, vulgo EUA - a um cessar-fogo imediato na região?

E, para terminar, porque as perguntas sobre a carnificina, sobre os horrores e a maldade do governo israelita não mais parariam, porque eles é que são os maiores terroristas da região, como disse, para terminar, a pergunta que qualquer jornalista que enche a boca com o direito à liberdade de imprensa, o direito à liberdade de expressão, a democracia e o mundo livre nunca respondeu nem quer responder:

Condena ou não condena a execução sumária que o exército israelita vai perpetrando sobre dezenas e dezenas de jornalistas verdadeiramente dignos de serem chamados como tal?

Depois de responderem a estas perguntas, então poderemos começar a falar sobre o terrorismo do Hamas.

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