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Covid-19: coisas que não se pode falar

A pandemia de Covid-19 foi confirmada há 15 meses e, neste momento, ainda subsistem alguns assuntos relacionados sobre os quais não se pode falar. Fica-se com a sensação de que as autoridades políticas, as autoridades da saúde e a indústria farmacêutica reuniram em concílio e decidiram sujeitar-se à disciplina do silêncio.

Assim, de repente, posso avançar com dois assuntos que deveriam estar na ordem do dia, mas que ninguém fala, ninguém questiona, ninguém quer saber.

Com os números da pandemia a aumentar – uma vez mais – seria expectável que se tornasse público o número de pessoas já vacinadas (recordemos que a vacinação iniciou-se a 27 de Dezembro de 2020) que acabaram por contrair Covid-19, porque elas existem e não serão tão poucas quanto isso. Mais importante ainda seria tornar público o que está a ser feito em relação a esse factor. As pessoas estão a ser acompanhadas? Estão a realizar estudos sobre as razões pelas quais algumas das pessoas já vacinadas contraem a doença? Existe alguma correlação com as novas variantes? Nada se diz sobre o assunto.

Outra questão muitíssimo importante seria saber a razão pela qual os vários antivirais altamente eficazes contra a Covid-19 ainda não receberam autorização para ser aplicados aos doentes que deles necessitam. Há muitos meses que vários cientistas confirmaram o desenvolvimento de antivirais de muito elevada eficácia, sobretudo para os casos em que a doença se manifesta nas formas mais graves. Na altura, alegaram que faltava apenas a realização dos testes necessários para a autorização da introdução do fármaco no mercado. Recorde-se que também as vacinas tiveram que passar por diversas fases de testes e, no entanto, essas já se encontram a ser aplicadas há quase seis meses.

Parece que ninguém estranha a falta desses antivirais, que já existem, que são altamente eficazes e que poderiam estar a ser utilizados no salvamento de muitas vidas. Nota-se, portanto, uma excessiva confiança nas vacinas e um colossal desinteresse em acelerar a autorização dos antivirais. Há uma ciência considerada credível, competente e honesta que desenvolve vacinas e depois há outra que desenvolve antivirais, mas que parece não ter sorte em colher os mesmos predicados.

Se os Estados (dinheiro público) decidissem pagar pelos antivirais o dobro daquilo que já pagaram e vão continuar a pagar pelas vacinas, os antivirais apareceriam da noite para o dia, qual milagre da ciência.

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