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Contrário

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Cuidado que o "Froes" pode congelar o cérebro

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À semelhança de outras pessoas e entidades, Filipe Froes veio dizer que o número de miocardites em crianças e adolescentes causados pela doença Covid-19 é 60 vezes superior aos causados pela vacina. Reparem que só agora é que chegaram a esta conclusão, ou seja, só depois de estar claro para todos de que a vacina não impede a transmissão. Como este factóide deixou de vender - e porque ainda falta vacinar 340 mil crianças -, os do costume vêm agora assustar os pais das crianças com mais mentiras sobre a Covid-19, tentando fazer crer que a muitíssimo improvável doença causada pelo vírus nesta população, pode causar danos mais graves do que a vacina.

O senhor Bourla da Pfizer ordenou que assim fosse e os ditos “especialistas” trataram de lhe obedecer, tendo ao seu dispor a habitual via aberta na comunicação social, sempre muito disponível para propagar mentiras e servir o poder instalado.

Se bem se lembram, durante quase dois longos anos, estes “especialistas” diziam que as crianças praticamente não ficavam doentes e eram raríssimos os casos de internamento por Covid-19. Assim que ficaram disponíveis as vacinas (final de 2021), as crianças passaram automaticamente a ser o problema da pandemia e, pasmem-se, passaram a ficar doentes, sendo que muitos desses casos apresentam significativa severidade, dizem os mesmos “especialistas”. Quão distraída tem que estar uma pessoa para "papar" estas patranhas?

Aquilo que é factual é que os casos de miocardites aumentaram muito depois de começarem a ser administradas as vacinas em crianças e adolescentes, isso é que é um facto inquestionável. Aliás, é o que o próprio CDC – Centers for Disease Control and Prevention – entidade responsável por ditar o que é verdade e o que é falso - atesta nos dados que disponibiliza aqui e também aqui. Mas, o CDC faz exactamente aquilo que, de seguida, ordena que as entidades da saúde do resto do mundo (salvo raras excepções) façam, isto é, deturpar os dados. Se tiverem disponibilidade para verificar os dados apresentados nos links que acabei de referir, poderão constatar que aquilo que é notícia não corresponde aos dados que a sustentam e, nem sequer podemos ter a certeza se os dados são fiáveis, dado o comportamento indecoroso desta gente. Ainda assim, usando os dados deles próprios, facilmente se constata que as conclusões que deles retiram estão completamente deturpadas.

E isto já não deveria ser novidade para ninguém. A própria DGS e o INSA fartam-se de publicar estudos manhosos que não correspondem à realidade. O senhor secretário de estado Lacerda Sales disse, há não muito tempo, que 90% dos internados correspondia a pessoas não vacinadas, quando é precisamente o contrário. Ainda na semana passada, um responsável pelo Hospital de Santa Maria disse que os não vacinados internados eram apenas 10%. Também o director da UCI do Hospital de São João disse quase a mesma coisa, as palavras dele foram: “os não vacinados internados são um pequeno grupo”.

Já esta semana, saiu uma notícia que dava conta de que no Centro Materno Infantil do Norte havia um grande aumento de crianças internadas que não estavam vacinadas. Na verdade eram apenas sete as crianças não vacinadas, quase todas com idade inferior a cinco anos e todas internadas por outro motivos que não a Covid-19. Umas testaram positivo à entrada e outras contraíram o vírus já no internamento, mas nenhuma delas estava doente por esse motivo.

Portanto, é assim que estamos, a mentira a ser propalada de manhã à noite, 24h/24h, a uma velocidade mais rápida do que a própria Ómicron.

Tenha cuidado, não deixe que o Froes congele o seu cérebro.