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Contrário

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RAPIDINHA

Um vintém é um vintém, um cretino é um cretino.

De fantoche para fantoche e a fantochada geral

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Enquanto a maralha se entretém a discutir logotipos, o novo primeiro-ministro português cumpriu – sem que ninguém desse conta – o ritual de vassalagem a que praticamente todos os governos europeus estão "obrigados".

Ou seja, pouco depois de o novo governo ter tomado posse, Montenegro foi a correr para o telefone e marcou o número de Zelensky – que ele tem em primeiro lugar na lista de marcação rápida – para garantir que Portugal vai manter o “apoio” económico e militar, “enquanto for necessário”.

Montenegro não se dirigiu aos portugueses (e também às portuguesas, calma, não entrem em histerias desnecessárias) para apresentar alguma decisão sobre políticas para o país. Não. Montenegro dirigiu-se ao fantoche de Washington em Kiev, para lhe garantir que, também ele (Montenegro) será um exímio fantoche a cumprir a agenda de Washington, em Lisboa. Porque essa é que é a prioridade: satisfazer Washington.

Creio que já todos perceberam que manter o “apoio” à Ucrânia significa – além do desfalque de centenas de milhões de euros que deveriam estar a ser investidos na melhoria das condições de vida dos portugueses – canalizar ainda mais dinheiro dos cidadãos para a máquina de guerra, isto é, para o complexo militar-industrial (norte-americano, essencialmente), significa também continuar a promover ao máximo a concentração de criminosos lucros nas empresas de energia, na banca, nas telecomunicações, nas tecnológicas, no sector da distribuição alimentar (e não só) e em todas as esquinas onde o capitalismo impera. O mesmo significa dizer que, o acto de fomentar a guerra – e para piorar a situação, uma guerra que não pode ser vencida – só tem como objectivo subjugar as populações, retirar-lhes poder de compra, retirar-lhes qualidade de vida e sugar-lhes tudo, até ao tutano, em exclusivo benefício das elites capitalistas, que não param de aumentar pornograficamente os seus lucros. É apenas isto que significa o “apoio” à Ucrânia.

É verdade que o governo de Montenegro mostrou, logo nas primeiras horas, ao que vem. Só que, como é hábito, estes governantes de pacotilha têm um jeito especial de fazer as coisas, pelo que decidiram retomar o antigo logotipo que identifica o governo de Portugal já, de rajada, para iludir a malta com essa manobra de diversão.

Lembremo-nos ainda que o anterior governo tinha a mesmíssima posição em relação ao conflito na Ucrânia. Na realidade, ambos os governos (os do PS e os do PSD/CDS) defendem, no essencial, as mesmas coisas. Ambos são exímios guardiões do poder instituído e das elites capitalistas. Aquilo que os distingue são coisas menores, como os logotipos que entretêm e dividem a malta. E quando a malta está dividida é mais fácil reinar.

E assim, andam todos por aí a discutir miudezas. Parece ser isso que realmente lhes importa. Já o facto de Portugal ser um fervoroso apoiante da guerra, um enorme contribuinte da indústria de armamento e um dedicado promotor da inflação, do aumento das taxas de juro, da crise económica, da brutal perda de qualidade de vida dos seus cidadãos e dos pornográficos aumentos dos lucros da classe capitalista, isso já não tem qualquer interesse em ser discutido.