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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

“Stalin assinava um acordo secreto com Hitler. Nove dias depois, começava a II Guerra Mundial”. São os FdP (Fanáticos da Propaganda), uma vez mais, prostrados de quatro e levar com os bacamartes de Washington e a latir a sua propaganda. É verdade que Estaline assinou um acordo com Hitler, em Agosto de 1939. Mas em que consistiu esse acordo? E já que falam na II Guerra Mundial, como é que ela acabou? Não me digam que foi com o desembarque na Normandia… Ah! Os heróis da Normandia!

De "herói" a "zero à esquerda"

Há quase um ano, Zelensky era a capa da revista Time. Zelensky era o escolhido para a “personalidade do ano”. Cerca de um ano depois, Zelensky volta a ser capa da revista Time, mas desta vez, aparece sozinho (de costas) e pequenininho, bem como ele é. E aquilo que sobressai nesta nova capa da revista Time não é um heróico Zelensky como se verificou no ano passado, mas sim um central e majestoso “Nobody”, bem como ele é.

A revista Time dá conta de que a contra-ofensiva ucraniana falhou e que o problema da corrupção na Ucrânia é algo transversal a todas as áreas de poder. A Time informa que um conselheiro de Zelensky garantiu que na Ucrânia “as pessoas [que estão no poder] estão a roubar como se não houvesse amanhã”. Não esqueçamos que apenas um terço das armas enviadas para a Ucrânia é que chegaram às frentes de combate. Ou seja, a esmagadora maioria foi parar ao mercado negro. E cerca de 60% dos americanos já não aceita que o Congresso envie mais armas para a Ucrânia. Em Junho eram cerca de 35%. Acordaram tarde, mas antes tarde do que nunca.

Cerca de 20% da Ucrânia (a leste, onde a população é maioritariamente de etnia russa) continua – e continuará – sob o controlo russo.

Um conselheiro chegado de Zelensky disse à revista Time que “ele [Zelensky] ilude-se a ele próprio. Nós não temos opção. Nós não estamos a vencer. Mas tentem dizer-lhe isto”.

Outra conclusão é a de que a Ucrânia está com muita dificuldade em obter armamento e munições, mas pior que isso, o exército ucraniano foi fortemente desbastado e já está quase sem gente para combater. Eu poria as coisas como elas realmente são e diria que Zelensky está a ficar sem soldados para serem chacinados na frente de batalha, porque é esse o seu único destino. Sempre foi. Só os otários e os malfeitores é que alguma vez puderam conjecturar que o exército ucraniano teria a mínima hipótese de vencer o exército russo.

Agora, o desespero de Zelensky é tanto que até já está a obrigar os jovens de 16 anos a combater e o seu exército não tem parado de recrutar também mulheres, imagine-se. Muitos dos jovens (e não só) estão a ser “apanhados” nos comboios e nos autocarros e obrigados a ir para a frente de combate. Aquilo que Zelensky não admite – nem nunca admitiu – é que os soldados recrutados (muitos contra a sua vontade) vão tornar-se carne para canhão, assim que forem despejados nas frentes de combate.

Provavelmente, o seu órgão de comunicação social preferido andou a dizer-lhe o contrário disto que acabo de referir. Provavelmente andaram a dizer-lhe que a Ucrânia esteve sempre a vencer, que o exército russo esteve sempre em dificuldade e que os militares russos é que eram os impreparados e os que estavam a ser obrigados a combater. Foi assim, não foi? Pois claro que foi. E você acreditou? É claro que acreditou.

Zelensky está agora muito preocupado com o facto de quase ter desaparecido das objectivas mediáticas. Zelensky está possuído com o facto de as atenções terem-se dirigido para o Médio Oriente. E quem acha que isto aconteceu agora por acaso engana-se. Os EUA decidiram propositadamente virar as atenções para o Médio Oriente, porque para alimentar a propaganda e a máquina da guerra é necessário construir uma narrativa. E a narrativa acerca da Ucrânia já não convence, porque os EUA e o seu braço armado (OTAN) foram copiosamente derrotados. E como não têm um único pingo de honestidade para o admitir, têm que procurar outro conflito, outra guerra que apague a derrota na Ucrânia e que continue a catapultar o negócio das armas.

Os últimos números acerca das baixas ucranianas apontam para mais de 500 mil mortos, muitas outras centenas de milhares de mutilados e feridos, e uma parte considerável do país está completamente destruída. Mas o Zelensky continua a propagandear que a Ucrânia não só está a vencer, como vai sair totalmente vencedora no final do conflito. Zelensky ainda fala em expulsar os russos de todas as regiões ocupadas, inclusivamente a Crimeia. Só uma pessoa muito estúpida e completamente delirante é que pode sequer sonhar com tal impossibilidade.

Zelensky sabe perfeitamente que nada disso é possível. Sempre o soube. Mas seguiu obedientemente o guião redigido pelos mestres da guerra em Washington, como bom fantoche que é.

Entretanto, para coroar a estratégia dos senhores da guerra em Washington, o escroque da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi a Kiev garantir mais 50 mil milhões de euros - que sairão dos bolsos dos contribuintes europeus – para ajudar a reconstruir a Ucrânia. Ou seja, os criminosos em Washington usaram a Ucrânia para provocar um conflito com a Rússia e para terminar com o fornecimento de gás natural à União Europeia, através dos gasodutos Nord Stream – aqueles que eles rebentaram, provocando um dos maiores desastres ambientais de que há memória e um desastre económico no seio da UE, que ainda dura e durará – e os corruptos dos políticos europeus aceitaram todos esses crimes, embarcaram na malfeitoria e ainda se prontificam a assumir a reconstrução da Ucrânia e, pior do que isso, comprometem-se a integrar o país mais corrupto da Europa na UE. Bem, mais corrupção, menos corrupção, não vai fazer muita diferença.

Ou seja, mais de um ano e meio depois, a Rússia cumpriu praticamente todos os seus objectivos (desmilitarização, desnazificação, não adesão à OTAN e a defesa das populações de etnia russa) e ainda incrementou a economia do seu país. Os EUA conseguiram injectar milhares de milhões de dólares no complexo militar-industrial norte-americano, nas gigantes empresas da energia, nas gigantes tecnológicas e na banca. Já a União Europeia mergulhou numa profunda crise da qual não conseguirá livrar-se tão cedo. Claro que também os bancos europeus (via decisões do BCE), as empresas de energia e combustíveis e mais alguns privilegiados (nos quais se inclui a classe política) lucraram e vão continuar a lucrar como nunca antes. Ou seja, o mesmo de sempre: a fabricação de conflitos que só têm como objectivo sugar ainda mais a classe trabalhadora e canalizar milhares de milhões para a minoria de privilegiados que controla tudo e todos.

Quem vai continuar a pagar por tudo isto, como sempre, somos nós, o povo. Pena é que a factura não atinja apenas aqueles que estiveram e estão, de corpo e alma, com todas as patéticas e nefastas decisões políticas que foram implementadas pelos invertebrados políticos europeus. 

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