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“Democracy is on the ballot”. Será?

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Hoje é dia de eleições intercalares nos EUA e os “democratas” – que andam muito desesperados - dizem que não votar neles é “antidemocrático” e que, nas eleições de hoje, “a Democracia está no boletim de voto, nas urnas”. Ora, se a Democracia está no boletim de voto, por que razão não votar nos “democratas” é considerado (por eles próprios) um acto antidemocrático?

É um conceito de Democracia muito peculiar, não é? Achar que uma eleição só é democrática se o resultado for a favor deles. Mas, então, não foi esse entendimento que eles – os “democratas” - tanto criticaram em Trump, quando este perdeu as eleições em 2020?

Qualquer pessoa minimamente esclarecida já se apercebeu que os “democratas” vão perder as eleições de hoje, apesar de a comunicação social continuar a disseminar que a luta está renhida. E como vão perder, será novamente possível questionar os resultados de uma eleição, será novamente possível afirmar que a Democracia está em risco.

Se bem se lembram, em 2016, aquando da vitória de Donald Trump, aquilo que os media propagaram aos sete ventos foi que as eleições tiveram interferência russa. Já em 2020, quando Joe Biden venceu as eleições, todos quantos se atrevessem a colocar em dúvida os resultados eleitorais eram chamados de “antidemocratas”, de “conspiracionistas de extrema-direita” e de “fascistas”. Hoje, depois de se conhecer os resultados finais destas eleições intercalares que, como referi, vão ser ganhas pelos republicanos, voltará a ser possível pôr em causa os resultados de uma eleição, porque quando os “democratas” perdem é democrático fazê-lo. E não me admiraria mesmo nada que voltassem a chamar à colação a desculpa esfarrapada da já gasta e patética “interferência russa”, que não tem nada a ver com teorias da conspiração, não senhor.

Os “democratas” nos EUA são assim. Ainda não perceberam - ou fazem de conta - que a diferença entre eles e os republicanos é praticamente nenhuma e que isso começa, finalmente, a ser percepcionado pelos eleitores, sendo que neste momento, são precisamente aqueles que se arrogam como “democratas” e guardiões da Democracia que mais transpiram fascismo nas suas políticas.

Na verdade, aquilo que muito preocupa os “democratas” americanos nestas eleições não é o facto de a Democracia estar em jogo, mas sim os seus lugares no poder. E eu - que não vou sentir nenhuma satisfação pela vitória dos republicanos - vou-me rir muito à custa da derrota dessa pandilha que se arroga "democrata". Não se pode ter tudo.

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