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Duarte Lima é o Barrabás desta Páscoa

Impossível não escrever sobre a libertação de Duarte Lima, ex-líder parlamentar do partido PPD-PSD-BPN, que se encontrava em prisão domiciliária.

 

Considero de extrema importância não deixar passar este assunto sem o devido destaque, já que a comunicação social parece não estar muito interessada em fazê-lo.

 

Não sei se é coincidência ou não, mas o paralelismo com a libertação de Barrabás ganha muita força, especialmente porque estamos a poucos dias da Páscoa. Durante algum tempo, há muitos séculos atrás, era costume o governador romano permitir que o povo escolhesse um prisioneiro para receber o prémio da libertação, pela altura da comemoração da Páscoa. Há cerca de 2000 anos atrás, Jesus Cristo foi condenado à morte por crucificação, no entanto, antes da condenação Pilatos deu a possibilidade ao povo de escolher qual o prisioneiro a merecer a liberdade, Jesus Cristo ou Barrabás. O povo judeu escolheu libertar Barrabás, um ladrão e assassíno em detrimento de Jesus Cristo, um homem justo e inocente de todas as acusações que lhe eram imputadas pelos sacerdotes.

 

Cerca de 2000 anos depois, em Portugal ainda se verifica o mesmo costume, ainda que com alguns papéis invertidos. A justiçazinha portuguesa assume o papel dos sacerdotes principais, carregados de malícia e mordacidade. O povo encarna a figura de Pilatos, seguro de quem realmente merece ser condenado, mas sem coragem para impor a sua vontade. E Duarte Lima é Barrabás, o criminoso que ganha o direito à liberdade. Recordemos que Barrabás era um criminoso muito perigoso, mas era filho de gente influente, gente que se mexia muito bem no meio sacerdotal. O paralelismo atrás referido volta a fazer todo o sentido nos tempos modernos da nossa pátria. É que Duarte Lima também é "filho" de gente que se mexe muito bem no meio judicial português e, tenho para mim, que sabe demais sobre o escandaloso caso de extorsão que foi o BPN, sendo bastante provável que tenha forma de arrastar consigo alguns dos mais incólumes nomes da política portuguesa, nomeadamente gente do seu partido.

 

Tal como os antigos sacerdotes preferiram a libertação de Barrabás em prejuízo da libertação de Jesus Cristo, também a justiçazinha portuguesa decidiu favoravelmente a Duarte Lima, ao invés de fazer aquilo que lhe compete - Justiça.  E tal como Jesus Cristo o foi, também a Justiça continua a ser vítima de interesses desprezíveis e condenada à morte. Esperemos que um dia, à semelhança de Jesus Cristo, a Justiça portuguesa ressuscite.

 

 

 

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