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Durão “Sebastião” não voltará

Numa entrevista dada recentemente à SIC e Expresso, Durão Barroso disse que não voltará à vida política activa. Reconheceu que os 30 anos de carreira política aconteceram “por acaso” e, ao que parece, não está arrependido de nada.

 

Começou no MRPP mas depressa percebeu que por aí não chegaria a lado nenhum, então, rapidamente se metamorfoseou e tornou-se num nepote de Cavaco Silva. Foi deputado, sub-secretário de estado, ministro, primeiro-ministro e culminou na presidência da Comissão Europeia. E é aqui que todos concordamos com Durão Barroso, não haja dúvidas que tudo isto foi um engano.

 

Um dos seus maiores erros políticos foi cometido enquanto primeiro-ministro, tendo sido o principal responsável pela organização da Cimeira das Lajes, onde se decidiu a invasão do Iraque. Todos sabemos que este momento foi um dos maiores erros da história. Não havia motivo nenhum para invadir o Iraque e nunca foram encontradas armas de destruição maciça. E o que tem Durão Barroso a dizer sobre esse assunto? Apenas que Jorge Sampaio (à época, o Presidente da República) foi informado de tudo e concordou. Todos sabemos que Durão Barroso apenas organizou o encontro e serviu os cafés, mas não podemos ignorar o enorme erro que foi colocar Portugal no centro desta vergonha.

 

Outro erro grave. Deixou o cargo de primeiro-ministro de Portugal para se tornar Presidente da Comissão Europeia. Que justificação tem para dar? O belga Rompuy também trocou o lugar de primeiro-ministro belga para ser Presidente do Conselho Europeu.

 

Ficámos também a saber que é “grande admirador” de Passos Coelho. Diz mesmo que o seu único erro enquanto primeiro-ministro foi não saber explicar aos portugueses as razões das medidas de austeridade que implementou. Como se os portugueses fossem estúpidos e não tivessem percebido as verdadeiras intenções dessas medidas e do governo de Passos e Portas. Alguém que ache que esse foi o único defeito de Passos Coelho, só pode estar a gozar com os portugueses.

 

Durão Barroso diz que não se arrepende de nada, mas reconhece que cometeu vários erros, no entanto, como não foi o único a cometê-los está tudo bem. Não há razões para arrependimentos.

 

Mas, para Durão Barroso a política é coisa do passado. São várias as reformas que já garantiu e agora é altura de ir amealhar mais algum. Pretende continuar na vida académica, leccionando em várias Universidades (Princeton, Católica e em Genebra). Eu pergunto-me: o que terá este indivíduo para ensinar a alguém?

 

Disse ainda que não fecha as portas ao sector privado, tendo-se posto a jeito (à boa maneira laranja) para ocupar um qualquer cargo não executivo (mas altamente rentável) numa qualquer instituição privada. E, está claro, que serão muitas as interessadas nos seus servicinhos.

 

Por tudo o que fez ao longo de 30 anos de vida política activa e, principalmente pelos lugares que ocupou, não haja dúvidas que Durão Barroso tem cadastro suficiente para agora seguir uma faustosa vida para lá dos palcos políticos. O privado vai acolhê-lo carinhosamente e vai recompensá-lo por tudo o que fez em seu proveito.

 

Durão “Sebastião” não voltará à vida política activa. Portugal agradece e lamenta profundamente que alguma vez tenha aparecido.

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