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Contrário

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E a arraia-miúda aplaudiu

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Num momento em que o povo português sente que o presente das suas vidas está cada vez mais difícil e que o futuro próximo se vislumbra verdadeiramente inquietante, o Presidente da República decide – no Dia de Portugal – apontar o seu discurso para glórias passadas.

Bem sabemos que da boca de Marcelo Rebelo de Sousa só saem balelas, mas esperar-se-ia que no Dia de Portugal o Presidente da República tivesse um discurso que alertasse para os problemas actuais e futuros, e para aquilo que verdadeiramente tem impacto na vida dos cidadãos, sobretudo na “arraia-miúda”.

Marcelo não teve uma única palavra para a situação económica que se agrava a cada dia que passa. A taxa de inflação, que já se encontra num nível incomportável vai continuar a subir, o mesmo significa dizer que todos os produtos vão ver os seus preços aumentarem. O gasóleo volta a subir pornograficamente, pela segunda semana consecutiva. As taxas de juro também subiram, algo que vai ter pesadas repercussões nos empréstimos da “arraia-miúda”. E, no meio de todo este turbilhão económico e social, Marcelo opta por falar do passado e por passar a mão pelo pêlo do povo português, que é mansinho. E fê-lo porque – como ele disse outrora – as crises resolvem-se sempre com “milagres que saem do pêlo dos portugueses”. Portanto, convém mesmo amaciar o pêlo da plebe, que uma vez mais será convocada a pagar todas as favas.

Marcelo também não é alheio ao facto de que a "arraia-miúda" está mais interessada em tirar selfies (de preferência com ele) e bater palmas aos bacocos que a eles se referem como os “inferiores da sociedade”.

E assim, o povinho ficou todo contentinho, até porque o tempo está bom, o fim-de-semana é prolongado (prolongadíssimo na capital) e bora lá mas é comer sardinhas – enquanto só custa dois euros a unidade.

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