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É fácil acabar com a pandemia

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Os especialistas dizem que o pico desta última vaga da pandemia foi atingido a 28 de Janeiro. Dizem também que Portugal entrou numa fase com “tendência decrescente”.

As notícias da nossa sempre muito assertiva comunicação social dão-nos conta de que Portugal regista uma “redução acentuada do perigo pandémico” e “redução acentuada do número dos novos casos positivos”. A comunicação social dá também conta de que os especialistas atribuem a acentuada redução de novos casos positivos “à saturação dos contágios e ao esgotamento de pessoas susceptíveis de contrair a infecção”.

Bem, parece óbvio que se temos centenas de milhares de pessoas em isolamento teremos uma menor quantidade de pessoas susceptíveis de o contrair, porque já estão infectadas. Contudo, não me parece que este factor tenha um peso assim tão significativo, já que a maioria da população ainda está susceptível de contrair a mais recente variante. Basta notar que todas as pessoas que já tiveram infectadas por outras variantes e/ou que estão vacinadas podem contrair a variante Ómicron. Eu conheço vários casos de pessoas vacinadas com a dose de reforço que já testaram positivo à Covid-19 pela terceira vez, desde o início da pandemia.

Mas o meu maior espanto vai no sentido de verificar que os especialistas consideram que tem havido uma descida acentuada dos novos casos positivos, dos internamentos e das mortes. Há de facto uma ligeira – muito ligeira – tendência de descida nos internamentos e nas mortes. Já no número de novos casos, a tendência parece – sim o termo é “parece” – ser de descida acentuada, contudo há que notar que aquilo que verdadeiramente desceu acentuadamente foi o número de testes. A taxa de positividade mantém-se praticamente inalterada.

Portanto, afirmar que se está perante uma descida acentuada de casos não corresponde à realidade. A menos que nos venham dizer que o número de hospitalizações e de mortes está fortemente inflacionado e que os números apresentados nas últimas semanas englobam muitos casos de pessoas que foram hospitalizadas e/ou faleceram por outras razões que não a Covid-19, não se vislumbra nenhuma razão para deixar cair nenhuma das medidas de prevenção ainda em vigor, com excepção da apresentação dos certificados de vacinação – essa idiotice que nunca deveria ter sido implementada.

Seguindo o raciocínio dos especialistas – e tal como eu já aqui referi há muito tempo – é muito fácil acabar com a pandemia e eliminar o vírus de vez, basta deixar de testar.

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