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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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E um certificado de imbecilidade?

Muito se tem falado sobre a possibilidade de os Estados colocarem em prática um certificado de vacinação, por forma a facilitar a movimentação de pessoas, sobretudo nas deslocações internacionais.

No campo político, uma das primeiras pessoas que lançou a hipótese foi Ursula von der Leyen, a Presidente da Comissão Europeia. António Costa, como bom soldado disciplinado que é, embarcou logo nessa ideia, mostrando-se disponível para a abraçar com muito vigor.

O problema é que essa ideia é uma perigosa imbecilidade, por várias razões. Desde logo, porque a vacinação não é obrigatória, pelo que ninguém deve ser impedido de exercer o seu direito de circulação por falta de um certificado que ateste algo a que não está obrigado.

Depois, vem o facto de as actuais vacinas não oferecerem protecção eficaz contra as novas estirpes do vírus SARS-CoV-2, tal como alguns laboratórios já assumiram (Pfizer, por exemplo).

Outra questão tem a ver com o facto de todas as pessoas não poderem ser vacinadas no mesmo momento, por indisponibilidade de vacinas. E não estamos a falar de poucos dias ou semanas de diferença, estamos a falar de muitos meses. Portanto, não faz qualquer sentido exigir um certificado de vacinação, quando as pessoas (todas) não têm acesso à vacina. E nem sequer se percebe a pressa em implementar esta medida, quando a população que já se encontra vacinada e que será vacinada nos próximos meses é, muito provavelmente, aquela que menos viaja.

Há ainda outro pronto que se prende com o facto de uma pessoa vacinada continuar a poder constituir um vector de propagação e contágio da doença, pelo que os cuidados, por enquanto, têm que ser iguais para todos, vacinados ou não vacinados.

Se por um lado não faz qualquer sentido exigir um certificado de vacinação sem que a vacina esteja disponível para todos, por outro, também não fará muito sentido quando houver imunidade de grupo.

Enfim, as habituais imbecilidades de quem está no poder.