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Entreguem o Ministério da Saúde a Marcelo

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Marcelo Rebelo de Sousa estava com tantas saudades da vida universitária, que decidiu dar uma aula na Universidade de Verão do PSD. Para muitos isto pode parecer normal, mas aquilo que o Presidente da República fez foi participar numa pura acção político-partidária.

E como se não bastasse andar a participar em acções de campanha partidária, Marcelo Rebelo de Sousa foi ainda mais longe, ao interferir directa e profundamente naquilo que é ou dever ser a acção governativa. No decorrer da sua lição à juventude laranja, Marcelo disse que queria “um SNS mais autónomo e mais independente do Ministério da Saúde”.

Ora, não só é grave a ingerência do Presidente da República, como é ainda mais grave o conteúdo da sua afirmação. Portanto, Marcelo entende que o SNS não deve depender muito do Ministério da Saúde. Não. Para Marcelo, o Ministério da Saúde deve servir apenas para albergar políticos de carreira e tachistas de profissão. Já a gestão do SNS, essa deve ser entregue aos “tecnocratas”, de preferência àqueles que tiram os seus cursos de especialização nas universidades de verão.

Foi pena nenhum aluno ter tido a diligência de perguntar ao professor Marcelo se ele também entende que as repartições de finanças devem ser mais independentes do Ministério das Finanças, ou se a Segurança Social também deve autonomizar-se do respectivo ministério.

Só quem andar muito distraído é que não percebe o quer Marcelo. Em cima daquilo que foi a reacção dos partidos da direita à demissão da ministra da saúde, Marcelo veio fortalecer a posição ideológica que esses partidos têm sobre o SNS. Foi só isso que ele pretendeu fazer e fez.

Não obstante, Marcelo nada disse sobre a dependência patológica que o sector privado da saúde tem em relação aos chorudos cheques emitidos pelo Ministério da Saúde. Parece que esta dependência não incomoda muito o senhor Presidente.

Bem, ouvi dizer que o Primeiro-ministro ainda não sabe quem vai substituir Marta Temido na pasta da saúde. Marcelo parece ser um óptimo candidato e, como se vê, bastante independente.

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