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Factos e pérolas dos discursos do 25 de Abril

Hoje, dia 25 de Abril, comemora-se os 42 anos da Liberdade. Nas habituais cerimónias de comemoração na Assembleia da República, assistiu-se aos discursos da praxe por parte dos partidos representados, do Presidente da Assembleia da República e do Presidente da República.

 

Não pretendo escalpelizar os diversos discursos, nem sequer me vou alongar com considerações individuais, já que quase todos demonstraram uma visão mais ou menos adequada à realidade. Contudo, não posso deixar de salientar alguns factos e até mesmo algumas pérolas proferidas por algumas individualidades.

 

Primeiro facto, o evidente distanciamento em relação à União Europeia, revelado principalmente pelos partidos de Esquerda, mas também pelo próprio Presidente da República. O que não é de estranhar, tendo em conta a indiferença com que as instituições europeias têm tratado os seus cidadãos, nomeadamente os mais desfavorecidos. Tal como Catarina Martins já havia dito, a União Europeia é hoje um projecto contrário aos direitos humanos. É um facto.

 

Segundo facto a salientar, a presença dos capitães de Abril na Assembleia da República e o eterno reconhecimento ao papel fundamental que tiveram na conquista da liberdade.

 

Agora as pérolas. A primeira pérola saiu da boca de Nuno Magalhães (CDS), quando disse que o seu partido foi o que mais contribuiu para a integração de Portugal na Europa. Portanto, ficamos a saber que afinal o CDS não só já deitou fora a ideia de referendar a continuidade de Portugal na União Europeia, como tem contribuído, e muito, para a inclusão de Portugal no seio da mesma. Anedótico.

 

Mais anedótico foi ouvir da boca de Paula Teixeira da Cruz (PPD/PSD), que o seu partido está seriamente preocupado com uma suposta falta de liberdade nas instituições sindicais. Ele há coisas de que nem o diabo se lembraria…

 

Nota de rodapé: Para quando o fim das enfadonhas saudações efectuadas no início de cada discurso, onde são salientadas diversas individualidades? Principalmente no dia de hoje, onde se comemora a Liberdade e a Igualdade, seria bonito deixar de lado estes rococós protocolares e, de uma vez por todas, dirigirem-se aos cidadãos de forma equitativa. Bastaria dizer: “Exmas Senhoras e Exmos Senhores…”, ou então, “Portugueses…” e estariam todos incluídos. Não sei, é só uma sugestão.

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