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FLORENCE is back

A partir de hoje, o Contrário passará a publicar, com relativa regularidade, algumas recomendações musicais. Para desanuviar um pouco a tensão…

 

RECOMENDAÇÃO #1

 

ARTISTA: Florence + The Machine

ÁLBUM: How Big How Blue How Beautiful

 

 

Retirado de f/florenceandthemachine

 

Este é o mais recente álbum de Florence and the Machine, lançado no passado dia 1 de Junho. O álbum tem duas edições, a “Standard” e a “Deluxe”, apresentadas abaixo. Este é o terceiro registo de originais de Florence and the Machine.

 

Não é meu costume apressar-me a fazer críticas sobre álbuns recentes, normalmente, tenho de os ouvir várias vezes para poder opinar com discernimento. Sobre este novo álbum de Florence Welch, posso dizer que se trata de um trabalho diferente dos anteriores, para não variar. Recordemos que o segundo álbum (Ceremonials) também se demarcou do álbum de estreia (Lungs). Parece-me que este novo trabalho reflecte uma Florence diferente, mais madura. Contudo, por vezes sinto que a artista está à procura do estilo perfeito. Eu não consigo “catalogar” este álbum como sendo rock, indie, pop, etc. Acho que há um pouco de tudo à mistura, o que por um lado enriquece o álbum, mas por outro lado, dá a impressão que Florence ainda não está bem segura do que quer fazer e anda a experienciar diferentes sonoridades.

 

Neste álbum, Florence explora muito mais os coros que, por vezes, são exageradamente repetitivos. A harpa, tão utilizada nos trabalhos anteriores, surpreendentemente não existe. No entanto, outros instrumentos (ex.: de sopro) assumem uma maior predominância, a guitarra é mais crua e directa, os arranjos orquestrais, etc. Portanto, há uma clara intenção de explorar outra sonoridade, algo que pode ser meramente experimental, mas que pode levar a artista a encontrar o seu “habitat”. É sabido que Florence adora utilizar coros e trabalhar com orquestras, mas, há um instrumento que assume toda a sua plenitude neste novo trabalho, um instrumento que nunca foi deixado ao acaso desde o início da sua carreira, mas que nunca tinha atingido tal nível de perfeição. É claro que me estou a referir à voz de Florence Welch. A voz da cantora sempre foi singular, potente e avassaladora. Mas, verdade seja dita, é em HBHBHB que a voz de Florence se apresenta sublime. Se em termos instrumentais parece que a artista está em busca do som perfeito, divagando por águas mais ou menos turbulentas, em termos vocais está mais segura que nunca. A sua voz é, indubitavelmente, o elemento fundamental. Talvez não seja por acaso que na capa deste novo álbum aparece apenas o nome FLORENCE em letras garrafais. É um trabalho introspectivo e, considero que há muito mais “Florence” neste álbum, do que “Machine”…

 

Quer se goste mais ou menos deste álbum, quer se goste mais ou menos de Florence and the Machine (tudo isto é sempre muito subjectivo) há algo que parece não oferecer dúvidas a ninguém: Florence Welch detém uma das melhores vozes da actualidade, para mim, sem dúvida a melhor! E, só por esse facto, vale a pena comprar e ouvir este novo álbum vezes sem conta. Eu já o fiz, e você?

 

HBHBHB (versão standard)

 

  1. Ship To Wreck
  2. What Kind Of Man
  3. How Big How Blue How Beautiful
  4. Queen Of Peace
  5. Various Storms & Saints
  6. Delilah
  7. Long & Lost
  8. Caught
  9. Third Eye
  10. St Jude
  11. Mother

 

HBHBHB (versão Deluxe)

 

  1. Hiding
  2. Make Up Your Mind
  3. Which Witch
  4. Third Eye (Demo)
  5. How Big How Blue How Beautiful (Demo)

 

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