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Contrário

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Idiossincrasias dos mercados

Os mercados...

Essa coisa intangível e intocável. Apenas ao alcance de algumas manápulas.

Uma certa classe de políticos, uma certa classe de economistas e uma certa classe de jornalismo têm-nos impingido a ideia de que os mercados são sagrados. Não se pode fazer nem dizer nada porque isso assusta os mercados. E toda a gente sabe o que acontece quando os mercados se assustam.

 

Os mercados são assim. Robustos, imponentes e prepotentes mas, incompreensivelmente, assustam-se com muita facilidade. Se os mercados fossem uma pessoa seria uma espécie de Cristiano Ronaldo, sempre preparado e em boa forma, mas que quando vê uma aranha maior que meio centímetro se tranforma em Cláudio Ramos e desata aos pulos em cima da cama.

 

Note-se que os mercados são capazes de ficar com os nervos em franja por causa daquilo que acontece em Portugal, ou na Grécia ou até mesmo Chipre. Os mercados têm destas coisas.

 

Neste momento, a Grécia prepara-se para efectivar um terceiro resgate. O governo grego vive uma profunda crise interna e o cenário de eleições antecipadas ganha cada vez mais força. Os bancos continuam fechados e há tumultos nas ruas de Atenas. As instituições europeias estão em alvoroço, o ministro das finanças alemão sugere a saída da Grécia da Zona Euro e Angela Merkel afirma que se perdeu a confiança na Grécia. Portanto, há inquietação, desordem e incerteza por todo o lado. MAS, lá para os lados da terra do tio Sam os mercados estão em alta.

 

Os mercados são mesmo uma coisa formidável.