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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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iMagina que foi tudo combinado

O superintendente-chefe Magina da Silva esteve reunido com Marcelo Rebelo de Sousa no passado Domingo. Dizem que esta reunião já estava agendada mas, se a mesma tinha o propósito de fazer o balanço da acção da PSP ao longo do ano de 2020, por que razão foi abordada a questão da reestruturação do SEF?

Este tipo de reuniões ao Domingo fazem lembrar alguns exames de algumas faculdades.

Recordemo-nos que na passada Sexta-feira, Eduardo Cabrita (MAI) havia insinuado que Marcelo só se recandidatou à Presidência da República devido ao seu bom desempenho enquanto ministro. Ora, depois de tal afronta, Marcelo não poderia ficar mudo e quedo.

Então, eu imagino que Marcelo tenha chamado “à pressa” o director nacional da PSP, para que este lhe fizesse o favor de dar um tiro certeiro no ministro e arrumá-lo de vez para canto. E, à partida, até teria sido a melhor escolha, já que Magina da Silva é um atirador de elite. Só que desta vez, parece que o tiro foi no pé, pois ninguém entende a razão pela qual o director nacional da PSP resolve dirigir-se à comunicação social, em pleno Palácio de Belém, e proferir uma série de afirmações levianas sobre a putativa extinção do SEF e consequente fusão com a PSP. Até parecia que estava a recitar a palestra que acabara de ouvir do professor, na sala ao fundo do corredor. Chegou mesmo a dizer que a PSP acolheria com satisfação todos os “bons” profissionais do SEF. Só não ousou dizer o que faria com os maus profissionais da PSP.

Magina da Silva não se coibiu de tecer tais considerandos sobre uma matéria que não é da sua competência, porque sabia de antemão que o seu superior hierárquico – o Ministro da Administração Interna – está de tal forma fragilizado que não teria coragem para o demitir. Além disso, ter-se-á sentido especialmente confortado pelo amparo presidencial.

Mas podia ter sido pior. Magina da Silva poderia ter dito que o Palácio de Belém estava sob escuta (a mando do Governo) ou algo do género…