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Contrário

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RAPIDINHA

“Informação insuficiente”, Sr. Primeiro-ministro?

António Costa é como um hamster, corre, corre e não sai do sítio. Ontem, no dia em que morreram mais 122 pessoas por Covid-19, o Primeiro-ministro ter-se-á sentido na obrigação de justificar a sua inépcia perante a calamidade que o país atravessa. Os políticos portugueses, que tanto apreciam usar os exemplos vindos do resto da Europa, desta vez optam por não fazer caso das medidas que já estão em vigor em muitos países europeus e, contrariamente ao que aconteceu em Março - quando Portugal foi considerado o país que melhor se antecipou às consequências da proliferação dos contágios – agora é Portugal a atrasar-se e a marimbar-se para a gravidade dos números.

Costa disse que deseja a “máxima velocidade” institucional, para implementar as novas medidas de confinamento. Contudo, veio também com a treta de que “o calendário de tomada de decisão é institucionalmente complexo” e tal e coisa. Tudo treta de quem não tem coragem para assumir a responsabilidade das funções que desempenha. Numa situação tão grave como a que estamos a atravessar – e já dura há muito tempo – espera-se que o líder do governo saiba actuar rápida e previdentemente. Já se percebeu que isso não é para António Costa.

O Primeiro-ministro vem com a ladainha da reunião no Infarmed, da reunião do conselho de ministros, de o Presidente da República ter de ouvir os partidos, etc. Isto é tudo conversa de quem não quer carregar o ónus da responsabilidade. Assim, se correr mal, tal como a opção der aliviar as restrições no Natal, pode sempre dizer que foi com a concordância de todos.

Eu até acho bem que o governo ouça todas as partes, o problema é que eu, ingenuamente, julgava que o governo já o fazia em permanência, no que respeita à pandemia. Então, passa pela cabeça de alguém que em pleno Estado de Emergência, o governo não tenha criado um gabinete de crise que coordene ao segundo toda a informação e a partilhe com todas as instituições envolvidas, tendo em vista acelerar o processo de tomada de decisão? Que neste tipo de situações é sempre para ontem. Com António Costa ao leme, as situações de emergência são sempre do tipo “prá semana a gente vê isso”.

Costa ainda referiu que “se tivéssemos avançado mais cedo com as medidas, teríamos feito seguramente pior, porque teriam sido decisões tomadas com base em informação insuficiente”. Pois está enganado. Permita-me que lhe diga que fazer pior, no seu caso, torna-se cada vez mais difícil. Quanto à informação ser insuficiente, bem, eu gostaria que explicasse ao país o que raio mais terá que acontecer para perceber que a situação é verdadeiramente alarmante. Enquanto o senhor Primeiro-ministro diz estar a correr cheio de pressa, como um hamster na rodinha, morreram e continuam a morrer centenas de pessoas, em tão poucos dias. Gostaria ainda que explicasse ao país, que tipo de informação vai ter em sua posse na reunião do Infarmed que já não esteja à vista de todos.

Como dizia a dona Celeste, “vá-se embora senhor Costa, demita-se!”, até porque já se demitiu das suas responsabilidades há algum tempo e ainda não se deu conta.