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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

“Stalin assinava um acordo secreto com Hitler. Nove dias depois, começava a II Guerra Mundial”. São os FdP (Fanáticos da Propaganda), uma vez mais, prostrados de quatro e levar com os bacamartes de Washington e a latir a sua propaganda. É verdade que Estaline assinou um acordo com Hitler, em Agosto de 1939. Mas em que consistiu esse acordo? E já que falam na II Guerra Mundial, como é que ela acabou? Não me digam que foi com o desembarque na Normandia… Ah! Os heróis da Normandia!

Iniciativa Liberal, rebaldaria total

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Há poucos dias, a Iniciativa Liberal anunciava que pretendia que o “salário médio” em Portugal atingisse o valor de 1500 euros líquidos, em 2028. Deixaram também muito claro que o aumento salarial que – supostamente - pretendem que ocorra em Portugal se faça pela via da descida do IRS e não pela via da distribuição dos lucros que são gerados nas empresas. Portanto, a Iniciativa Liberal pretende que seja o Estado a aumentar a remuneração dos trabalhadores, por via da tributação de menos imposto. Isto significa que é o Estado quem aumenta a remuneração dos trabalhadores e não a classe patronal. Em última análise, significa que são os trabalhadores que vão “pagar” o seu próprio aumento salarial. E menos imposto cobrado, menos condições terá o Estado para assumir os serviços públicos essenciais ao funcionamento do país.

Portanto, a receita liberal do costume: destruir os serviços públicos, para entregar aos privados o controlo total do funcionamento da sociedade. Entenda-se por privados, os detentores do capital. E quanto mais capital, mais poder. Você já pode antever qual será a sua condição, numa sociedade completamente controlada pelo capital.

Ontem, a IL apresentou o seu programa eleitoral, perante um auditório que parecia o auditório de uma qualquer faculdade privada. Nesse fórum, Rui Rocha disse que a IL vai eliminar as tributações autónomas e vai baixar o IRC para atrair empresas como a Google. Parece que Rui Rocha quer roubar o hub da Google à Irlanda. É o pensamento típico dos “liberais”, que julgam que tudo se resolve com a vinda de grandes empresas, das gigantes tecnológicas, das “Farfetchs” desta vida. Os “liberais” vivem no mundo dos unicórnios. Ah, como eles adoram absorver as bacoquices made in USA, as ficções do MIT e as patranhadas de Hollywood ou Silicon Valley. E, provavelmente, até se inspiraram nas afirmações do seu ídolo político – o “Presidemente” em Washington -, que aconselhou os mineiros norte-americanos a “aprender a programar”, porque “isso é o que está a dar”.

O sonho dos “liberais” é atrair empresas como a Google, a Meta, a Amazon, a Apple ou a Microsoft, querendo vender a ideia de que com isso – e seguindo o brilhante conselho de Joe Biden – todos poderíamos ter empregos de sonho, sem horário fixo, podendo trabalhar numa esplanada em frente à praia e ganhar milhares de euros por mês. Não se preocupem com coisas essenciais, como a produção de alimentos – essenciais à vida -, porque a IL tem soluções para tudo. Os “liberais” tratariam de entregar o Alentejo e o resto dos terrenos férteis deste país a empresas como a BlackRock ou ao Bill Gates – que já é o maior proprietário de terra produtiva nos EUA. Não se apoquentem, porque os “liberais” têm a solução para cada problema do país, que é sempre a mesma: delegar o problema nas mãos de um grande capitalista, que se encarregará de o resolver. Porque, tal como toda a gente sabe, os capitalistas estão dispostos a tudo, até mesmo perder o seu rico dinheirinho, para poderem resolver os problemas das pessoas, satisfazer as suas necessidades e proporcionar-lhes bem-estar.

Já não é surpresa para ninguém que os “liberais” consideram que as empresas que lucram muitos milhões devem pagar menos impostos. Eles nunca esconderam os seus anseios. Mas não se ficam por essa premissa, a delapidação económica do Estado é apenas o começo. Depois vêm os serviços públicos essências, como a saúde e a educação. No que à saúde diz respeito, Rui Rocha garante que com a IL as pessoas vão poder escolher se querem ser atendidas no SNS, no sector privado ou no sector das misericórdias, com a garantia de que não pagarão nem mais um cêntimo daquilo que pagam hoje.

Quão desfasado da realidade (ou muito mal intencionado) tem que estar alguém, para sequer conjecturar tal impossibilidade.

Resumindo, Rui Rocha e a sua IL pretende baixar drasticamente os impostos, sobretudo os impostos aos ricos, pretende que seja o Estado a suportar os aumentos dos salários, pretende que seja o Estado a pagar os serviços de saúde prestados pelos privados e ainda afirma que, com este mirabolante plano, a IL vai baixar significativamente a dívida pública.

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