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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

Este é dos melhores resumos que a seita de propagandistas vendidos já fizeram. Ele faz o destaque à opinião de um capacho do sistema. Ele demoniza e menciona inimigos imaginários. Ele fantasia sobre uma realidade que só existe na cabeça dos patetas e dos vendidos. Ele também conjectura cenários irreais, próprio de quem acredita em unicórnios. E, para finalizar sempre em grande, ele promove e tenta disseminar o medo nas pessoas. Tenham muito medo! O mais engraçado é mesmo quando afirma que a maior ditadura capitalista, o maior estado oligárquico que existe à face da Terra é a "terra da liberdade e da democracia".

Isso da violência obstétrica não é bem assim...

violência obstétrica.jpg

Um estudo confirma que Portugal tem taxas de violência obstétrica acima da média europeia. O estudo indica que muitas mulheres portuguesas foram submetidas a práticas não recomendadas e/ou proibidas pela Organização Mundial da Saúde, como a Manobra de Kristeller (que se terá verificado em 49% dos partos) ou a episiotomia – que consiste numa incisão no períneo.

Os dados deste estudo foram recolhidos através de um inquérito online, que envolveu cerca de 21 mil mulheres de 12 países.

Perante estes preocupantes resultados, vem o Presidente da Sociedade Europeia de Medicina Perinatal – Diogo Ayres de Campos - dizer que “é preciso olhar com alguma cautela para estes dados, porque se trata de um inquérito voluntário feito através da Internet”. Vem também uma investigadora (Raquel Costa) do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto corroborar as afirmações do Presidente da Sociedade Europeia de Medicina Perinatal, acrescentando que “é preciso ter em conta que o estudo incide sobre o período da pandemia”, e foi ainda mais longe ao afirmar que o estudo pode apresentar um viés em relação ao que realmente acontece em Portugal “porque tipicamente quem responde aos questionários online são mulheres mais escolarizadas”.

É o quê?

Como se já não fosse suficientemente grave querer usar a pandemia como respaldo e desculpa para as más práticas médicas, ainda tem o descaramento de dizer que os resultados do estudo podem estar enviesados “porque as mulheres que responderam são muito escolarizadas”.

Se as mulheres fossem pouco escolarizadas e, provavelmente, menos informadas acerca dos procedimentos clínicos e dos seus direitos, talvez não houvesse nenhuma queixa. E assim já estaria tudo bem. Que chatice, hein?!