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Jair Bolsonaro já era

Quem viu ou leu as notícias sobre o “ataque” a Jair Bolsonaro, o candidato do PSL à presidência do Brasil, fica com a sensação que aquele pobre e bom homem não merecia uma coisa destas. O próprio Bolsonaro, que numa hora estava às portas da morte, já a atravessar o famoso túnel, na hora seguinte já estava a falar para as câmaras e a lamentar-se que “nunca fez mal a ninguém”.

 

Para quem não conhece Bolsonaro, e eu sou dos que têm imenso prazer em não conhecer, basta conhecer as ideias que defende para poder saber o que tipo de peça que ali está. Bolsonaro disse, entre outras pérolas, que Pinochet devia ter matado mais gente, que preferia que os filhos morressem num acidente do que serem homossexuais, que não corria o risco de ter um filho a relacionar-se com uma mulher negra porque lhes deu uma boa educação, que defende a execução de presidiários, que defende actos de violência contra quem é homossexual, que as mulheres grávidas devem ganhar menos, que as mulheres merecem ser violadas, que pretende fuzilar os petralhas, que é a favor da tortura, que defende a esterilização dos pobres porque, ao contrário dos ricos, eles não param de ter filhos.

 

Por tudo isto e à luz do pensamento do próprio Bolsonaro, é perfeitamente legítimo que muitos possam afirmar que foi uma pena ele não “ter empacotado” já.

 

Na verdade só não empacotou porque não era essa a intenção. O plano parecia ser o de simular um atentado, para fazer subir as intenções de voto na, agora, “vítima” Bolsonaro. Os seus queridos filhinhos vieram logo dizer que o agressor queria “atingir o seu pai no coração”, “que era para o matar”, mas que, na verdade isto só vai fazer com que “seja eleito no primeiro turno”. Pois.

 

Esfaquear um homem no abdómen ao ponto de o matar requer força, rapidez e ângulo de ataque. Como se pode constatar nas imagens, o indivíduo acusado aproximou-se de Bolsonaro (que estava às cavalitas de alguém e rodeado por seguranças) com uma suposta faca, embrulhada naquilo que parece ser um pedaço de jornal e, a uma distância considerável desfere um “golpe” com a mesma destreza de quem está a pendurar bolinhas na árvore de Natal. E, o mais engraçado, é que não se vislumbrou uma única gota de sangue. Será que o homem não tem sangue? É provável que não. Apesar de um médico ter dito que Bolsonaro chegou ao hospital (da Santa Casa, saliente-se) muito fraquinho e esvaído em sangue, a verdade é que ninguém viu uma única gota. Caramba! Não custava nada simular também o sangramento. Fraquinho. Muito fraquinho mesmo. Espero que, pelo menos, saibam engenhar uma cicatriz convincente.

 

Recorde-se ainda que a história que começou a circular foi a de que Bolsonaro havia sofrido vários esfaqueamentos e que tinha uma lesão hepática muito grave. Depois vieram esclarecer que, afinal, a perfuração tinha atingido os intestinos, mas não menos grave. Indagando um pouco mais verificámos que, na verdade, o agressor só lhe fez um cafuné.

 

Ora, posto isto, aqui está uma bela história para uma telenovela. Os queridos apoiantes de Bolsonaro antevêem que o final da história será vencer a eleição logo no primeiro turno. Pois para mim, apesar do que diz uma sondagem relâmpago, o Jair já era.

 

O povo brasileiro não é tão estúpido como a extrema-direita pensa.

5 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    08.09.18

    O Lula tirou 20 milhões de brasileiros da pobreza. O que te incomoda a ti não é suposta corrupção do Lula, que ainda está a provar. O que te incomoda é que um pobre possa sentar-se ao teu lado no avião ou que possa estudar na universidade com os teus filhos.
  • Ninguém nega que 20 milhões tenham sido retirados da extrema miséria pelo Governo Lula, onde ocorreu uma participação decisiva (90%) para que tal acontecesse do economista Henrique Meirelles, que foi presidente do Banco Central (graças a Deus era um técnico altamente qualificado e não filiado aos partido dos petralhas) e, posteriormente, Ministro da Fazenda nos 2 governos do Cachaceiro-Mor.
    Mas também ninguém pode negar que a escolhida pelo Alibabá Esperneador e Escorregadio para seu sucessor - a DilmAnta -, se encarregou de mandar 14 milhões de volta para lá, e de criar o maior desemprego do Brasil moderno, cujo número supera (ainda hoje) em 1 x e meia a população de Portugal, gerando adicionalmente uma recessão que até hoje agora não se conseguiu resolver. E já tem quase 1 década que vivemos este drama e suas consequências na vida do dia-a-dia...
    Com tudo isto, em 2017, 1 em cada 5 desempregados do mundo era... brasileiro!!! E, infelizmente, assim continua a ser.
    Obrigado a reconhecer esta tragédia, em 2015 o Alibabá do 200 Recursos Judiciais disse: "Tivemos que fazer aquilo que a gente dizia que não ia fazer".
    Quer mais ou chega, comuna aloprado?
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    15.09.18

    "em toda a América Latina, apenas o Haiti tem mais desemprego que o Brasil."
    FALSO. A Venezuela tem uma taxa de desemprego superior à do Brasil (e mesmo assim tem um índice de desenvolvimento humano mais alto). Mais uma vez MENTES e as tuas mentiras são facilmente desmontáveis. Sabes de quanto é o desemprego em Cuba? 2.6%, por isso eu digo-te: VAI PARA CUBA. Se é que os cubanos querem escumalha como tu por lá.
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